
19.02 - Interditado desde a última quarta-feira (16), o rio São João, em Garuva, está contaminado com altas concentrações de alumínio. É o que mostra a análise inicial divulgada pela Secretaria de Saneamento Ambiental da cidade ontem (18), dois dias após o tombamento de uma carreta com 32 mil litros de ácido sulfúrico na BR-376, na divisa entre Paraná e Santa Catarina.
A análise foi realizada no dia do acidente, às 16h, na Comunidade de Pedra Branca do Araraquara, e mostra que, nesse ponto, o pH teve resultado igual a 3,92, o que indica acidez.
Apesar disso, apenas uma análise completa, que deve ser divulgada na semana que vem, poderá detalhar as condições do rio São João, que segue interditado para pesca, banho, consumo de água e outras atividades. Na manhã de quinta-feira (17), peixes apareceram mortos no rio.
O rio São João é usado na pesca, agricultura e turismo e, em janeiro, a água havia sido liberada para as atividades novamente, após quase um ano de interdição por outro acidente com produto químico.
Segundo a prefeitura, o município vai acionar o Ministério Público Federal para a abertura de uma ação civil pública sobre a necessidade de barreiras de contenção na rodovia, além de outras medidas para mitigar os impactos ambientais em acidentes com produtos perigosos.
O tombamento
O rio foi contaminado por ácido sulfúrico após o tombamento de uma carreta na BR-376. A carga vazou e atingiu um córrego que deságua no rio.
A carreta descia a rodovia, no trecho que liga Paraná e Santa Catarina, quando o motorista perdeu o controle. O homem de 63 anos morreu no local e a carga com 32 mil litros do produto tóxico acabou vazando.
Fonte: ND+
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