
24.02 - Um aluno do Terceirão, do Ensino Médio do Colégio de Aplicação (CAU) da Univali, em Itajaí, foi expulso após a circulação de imagens e textos que apontam que ele estaria ameaçando um ataque armado ao campus da instituição. A Polícia Militar compareceu na manhã desta quinta-feira no local, de maneira “preventiva”. A escola afastou definitivamente o adolescente e cancelou sua matrícula. Mesmo assim, as salas de aula do CAU amanheceram vazias. A notícia havia circulado pelas redes sociais e muitas famílias não permitiram a ida de alunos à escola.
Na noite de ontem, o CAU se manifestou em nota informando que “supostas ameaças” por meio do WhatsApp resultaram no cancelamento da matrícula do aluno.
Nas redes sociais, vazaram postagens do aluno, mostrando munições, armas e usando touca balaclava. “Não espere nada de ninguém, assim a dor será mínima. Experiência própria”, diz o rapaz, num dos posts.
“A Univali informa que, no regular exercício de sua autonomia e em conformidade com as normas legais e regimentais, já adotou todas as medidas internas e perante as autoridades competentes com vistas a resolver definitivamente a situação”, diz a nota.
A procuradoria jurídica da universidade repassou ao DIARINHO que o aluno não retornará mais ao CAU, “de modo a tranquilizar alunos e familiares”. As aulas no colégio foram mantidas normalmente na manhã desta quinta-feira, segundo a professora Arlete Steil Kumm, da direção do colégio. Mas as salas continuaram vazias porque muitas famílias preferiram manter os alunos em casa.
A procuradoria confirmou que as postagens estavam no Facebook e Twitter do aluno e isso gerou forte preocupação entre estudantes e professores. A Univali não confirma que ele foi retirado de sala pela polícia, mas que a PM esteve no campus como pedido de reforço da instituição, por volta das 21h20.
“Acionamos a polícia, entramos com a notícia-crime, em âmbito criminal e penal, já que ele tem 18 anos, ou seja, tem maioridade. Esse comportamento enseja a natural expulsão do estudante”, observou a procuradoria. Os próprios pais optaram por desligar o estudante e confirmaram problemas psicológicos do rapaz.
“Para a universidade, está resolvida a situação. A polícia agora assume a investigação, e a Univali já contava com ampla estrutura ampla de segurança, não precisando se reforçar diante desse episódio”, acrescenta. A procuradoria jurídica também informou que, segundo os policiais, a arma mostrada pelo estudante seria de brinquedo.
A PM de Itajaí, em nota, informou que chegou até ela a informação de que o estudante planejaria um “massacre” na manhã do dia seguinte, na instituição de ensino, e iniciou o monitoramento do aluno. Segundo a polícia, a família alegou ser “uma brincadeira” do rapaz, com armas de brinquedo. A polícia reforçou a presença no campus na noite desta quarta e na manhã desta quinta.
Via: Diarinho
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