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Operação Florida Heat: PF cumpre mandados contra grupo criminoso que usava os portos de Itajaí e Navegantes no tráfico internacional de armas dos EUA para o Brasil

Operação Florida Heat: PF cumpre mandados contra grupo criminoso que usava os portos de Itajaí e Navegantes no tráfico internacional de armas dos EUA para o Brasil

15/03/2022 às 11h57 Atualizada em 15/03/2022 às 14h57
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As armas e assessórios chegavam através dos portos de Itajaí e Navegantes - Foto/Divulgação/PF
As armas e assessórios chegavam através dos portos de Itajaí e Navegantes - Foto/Divulgação/PF

15.03 – Na manhã de hoje, a Polícia Federal deflagrou, em conjunto com o Gaeco (RJ), a operação Florida Heat, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao tráfico internacional de armas dos EUA para o Brasil. O tráfico das armas acontecia pelos estados do Amazonas, São Paulo e Santa Catarina

Cerca de 50 policiais federais e agentes americanos, cumpriram sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, na capital do Rio, em Campo Grande/MS e em Miami, nos EUA, com apoio da Agência de Investigações de Segurança Interna da Embaixada dos Estados Unidos.

As investigações começaram cerca de dois anos e desvendaram a existência de um grupo responsável pela aquisição de armas de fogo, peças, acessórios e munições nos EUA que eram enviados ao Brasil.

O armamento chegava no Brasil através de rotas marítimas, em contêineres e aéreas por encomenda postal, pelos estados do Amazonas, São Paulo e Santa Catarina e tinham como destino final uma residência em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Na maioria das vezes, o material era acondicionado dentro de equipamentos como máquinas de soldas e impressoras, despachados juntamente a outros itens como telefones, equipamentos eletrônicos, suplementos alimentares, roupas e calçados.

Da residência, as peças eram retiradas pelos integrantes da célula no Rio de Janeiro - responsável pela usinagem e montagem do armamento, com auxílio de impressoras 3D -, que em seguida eram distribuídos para traficantes, milicianos e assassinos de aluguel.

O dinheiro para a compra do armamento era enviado do Brasil para os EUA através de doleiros. Foi identificado um brasileiro, dono de churrascarias em Boston, que recebia parte desse dinheiro e repassava para os alvos residentes nos EUA.

O bando investia o dinheiro adquirido com o tráfico de armas em imóveis residenciais, criptomoedas, ações, veículos e embarcações de luxo. Além das medidas judiciais já citadas, foi decretado o sequestro de bens, avaliados em cerca de R$ 10 milhões. Ao longo da investigação, foram apreendidas milhares de armas, peças, acessórios e munições de diversos calibres, tanto no Brasil, quanto nos EUA.

O nome da operação Florida Heat faz referência ao estado americano de onde as armas eram enviadas ao Brasil pelo grupo criminoso.

Fonte: PF

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