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Lavagem de Dindim - PF e Receita investigam movimentação bilionária em casas de câmbio de SC

Lavagem de Dindim - PF e Receita investigam movimentação bilionária em casas de câmbio de SC

26/04/2022 às 18h49 Atualizada em 26/04/2022 às 21h49
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Foto: Reprodução
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26.04 - A Receita Federal, com apoio da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, deflagrou hoje a operação Câmbio Barriga Verde para investigar movimentações irregulares no mercado de câmbio em Santa Catarina. Estão sendo cumpridas 22 ordens de busca e apreensão autorizadas pela Justiça Federal em Florianópolis, São José, Criciúma, Garopaba, Imbituba, Urussanga e Itajaí, além de Caxias do Sul, no Rio do Grande do Sul.

Durante a batida em casas e empresas, os policiais encontraram barras de ouro com origem suspeita em uma casa de câmbio de Imbituba. Também foram apreendidos dinheiro em espécie, documentos, celulares e computadores que devem auxiliar nas investigações.

Em Itajaí, a ordem de busca e apreensão foi cumprida em uma casa de câmbio cujo endereço não foi divulgado. A Receita ainda conseguiu o sequestro de veículos e imóveis de luxo ligados às pessoas investigadas, com o objetivo de impedir o esvaziamento do patrimônio acumulado de forma ilegal.

As investigações tiveram início com os indícios de movimentação de uma quadrilha com sede na região de Garopaba que movimentou cerca de R$ 1 bilhão através de uma casa de câmbio entre 2013 e 2019, sendo que o faturamento anual do estabelecimento gira em torno de R$ 7 milhões.

A movimentação financeira foi considerada suspeita pelo Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), já que o valor seria incompatível com a capacidade financeira da empresa, além de registrar o recebimento de grande volume de dinheiro em espécie.

A Receita apurou que a organização usava diversos CNPJs para dissimular a existência de filiais, com o uso de laranjas para ocultar os reais beneficiários das operações fraudulentas e uso de empresas em nome de terceiros com o intuito de lavar o dinheiro e blindar o patrimônio adquirido com o esquema criminoso.

Em caso de sonegação ou outras origens ilícitas, a Receita pode cobrar uma multa de até 225% do valor movimentado. Indícios de crimes serão reportados ao MPF.

Os investigados poderão responder pelos crimes de operação ilegal de câmbio, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

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