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Vai Usar Tornozeleira - Fotógrafo que abusava de crianças e adolescentes é solto em Balneário Camboriú

Vai Usar Tornozeleira - Fotógrafo que abusava de crianças e adolescentes é solto em Balneário Camboriú

03/06/2022 às 15h06 Atualizada em 03/06/2022 às 18h06
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O fotógrafo usará tornozeleira eletrônica por um prazo de 90 dias - Foto/Divulgação
O fotógrafo usará tornozeleira eletrônica por um prazo de 90 dias - Foto/Divulgação

03.06 - O fotógrafo Jorge Moura preso em 28 de abril foi solto ontem, 2, em Balneário Camboriú. Ele é acusado da prática de crimes sexuais e de induzir as modelos a trocarem de roupa em seu carro e estúdio fotográfico, onde tinha espelhos e câmeras estrategicamente posicionadas para registrá-las nuas. Mais de 120 crianças e adolescentes, com idades entre 4 e 18 anos, foram identificadas nas investigações.

Jorge havia sido preso preventivamente em uma operação da Polícia Federal para desarticular um grupo suspeito que atuava na produção, disponibilização e comercialização de fotos e vídeos de crianças e adolescentes, em poses sensuais e eróticas, direcionados à pedofilia em sites do exterior. As investigações tiveram apoio da Interpol e seguem sendo feitas.

Soltura

O fotógrafo usará tornozeleira eletrônica por um prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado pela justiça. A Polícia Federal e o Ministério Público de Santa Catarina foram contra a soltura de Jorge Moura.

Investigações

Segundo investigação, desde 2001, garotas eram convencidas a serem filmadas e fotografadas com roupas de banho e sem peças íntimas, sob a promessa de que o material seria utilizado para agenciamento de modelos em trabalhos de moda e publicidade, além do argumento de que as fotos seriam exigência das empresas.

Entretanto, as imagens eram vendidas na deepweb, por meio de sites controlados pelo grupo, em países como a República Tcheca, Estados Unidos e Rússia. Identificou-se, ainda, que essas imagens eram comentadas e compartilhadas por indivíduos que expressavam interesse em abuso sexual infantil e também em fazer contato com as garotas.

Cerca de 200 mil arquivos de imagens e vídeos estão sendo analisados pelo Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal.

Comercialização

A comercialização das imagens aconteceu por muitos anos, por diferentes meios de pagamentos. Como cartões de crédito, transferências internacionais e, mais recentemente, também por criptomoedas. O valor total das transações está sendo apurado pela PF.

Dez pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, violação sexual mediante fraude, importunação sexual, assédio sexual, registro não autorizado da intimidade sexual, disponibilização de material pornográfico e estupro de vulnerável.

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