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Caminhoneiro acusado de matar mulher após arrastar moto por 30 quilômetros está em Juri Popular desde a manhã de hoje

Caminhoneiro acusado de matar mulher após arrastar moto por 30 quilômetros está em Juri Popular desde a manhã de hoje

09/06/2022 às 18h40 Atualizada em 09/06/2022 às 21h40
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A sentença sairá somente nas próximas horas - Foto/Divulgação
A sentença sairá somente nas próximas horas - Foto/Divulgação

09.06 – Desde às 9h de hoje está acontecendo no Tribunal do Júri da comarca de Itajaí, o júri popular do caminhoneiro Jeferson Alves Soares, 36 anos, acusado de bater na traseira de uma moto Vulcon Kawasaki, arrastar e matar a passageira do veículo, Sandra Aparecida Pereira, de 47 anos, por 32 quilômetros na BR-101 de Penha à Balneário Camboriú, em março de 2021. O piloto da moto, Anderson Antônio Pereira, de 49 anos, marido de Sandra, ficou ferido.

Segundo o Tribunal de Justiça, o réu responde por homicídio doloso (dolo eventual) da passageira e tentativa de homicídio qualificada - por meio cruel e para assegurar a impunidade de outro crime - contra o motociclista, além de deixar de prestar imediato socorro à vítima e conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada. O processo tramita sob sigilo.

O crime ocorreu em 6 de março do ano passado. Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o homem conduzia o caminhão com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de substâncias psicoativas. Segundo o processo, ele teria consumido substâncias ilícitas.

Após provocar a colisão e ver a caroneira voar sobre seu caminhão, sendo jogada no asfalto, o motorista teria continuado o trajeto, arrastando por mais de 30 quilômetros pela rodovia o veículo das vítimas, que ficou preso na carroceria frontal do caminhão.

O caminhoneiro foi preso em flagrante no dia do crime. Ele é do Rio Grande do Sul e disse à polícia que voltava de uma viagem a São Paulo.

De acordo com o MPSC, vários condutores viram a cena, buzinaram e gritaram para que o caminhoneiro parasse, o que não ocorreu. O motociclista, então, escalou o capô do caminhão e se pendurou no retrovisor da porta onde estava o motorista, implorando pela própria vida.

Agarrado na Cabine

Para se salvar, Anderson teve que escalar o capô e se pendurar na porta lateral do caminhão, implorando para Jeferson parar o veículo. Ele só parou o caminhão na subida do morro do Boi, em Balneário, onde apanhou de motoristas revoltados por presenciar a cena.

Anderson teve apenas ferimentos leves. Sandra chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O casal morava no bairro Areias, em Camboriú, e tinha ido fazer um bate e volta de moto até Campo Alegre, a cerca de 155 quilômetros. Quando retornavam para casa, ocorreu a tragédia. Sandra deixou um filho de 22 anos. Ela era gerente da loja Móveis Brasília de Balneário Camboriú.

Julgamento: Tempo Real

A tréplica da promotora Cristina Balceiro terminou por volta das 17h50, no final da tarde. Este era o último pronunciamento dela no julgamento. “A minha expectativa é que ele seja condenado por tudo que causou, mas ainda é uma incógnita”, disse a promotora Cristina Balceiro durante conversa com a reportagem do ND+.

Segundo a promotora, o Ministério Público pede a condenação de Anderson por quatro crimes: tentativa de homicídio qualificado em relação ao Anderson; Homicídio simples com relação à Sandra; Dirigir sob efeito de entorpecentes; e, fugir do local do crime.

Agora, a palavra está com o advogado Ruan Palhano, que fará a tréplica da defesa. O julgamento deve se estender por muitas horas.

Fonte: ND+ e G1

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