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Falso Médium - Homem que dizia incorporar “Madre Catarina” é denunciado em SC

Falso Médium - Homem que dizia incorporar “Madre Catarina” é denunciado em SC

11/08/2022 às 18h19 Atualizada em 11/08/2022 às 21h19
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Além do acusado outras seis pessoas foram denunciadas – Foto/Divulgação
Além do acusado outras seis pessoas foram denunciadas – Foto/Divulgação

11.08 - Um homem que teria ludibriado inúmeras vítimas com falsas promessas de cura, praticando supostas cirurgias espirituais, foi denunciado ontem em Timbó pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelos crimes de organização criminosa, estelionato, exercício ilegal da medicina e curandeirismo. Outras seis pessoas que o auxiliavam foram denunciadas pelos mesmos crimes, de acordo com a participação de cada um. A ação penal foi ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Timbó e ainda não foi recebida pela Justiça. Somente após isso ocorrer, os denunciados passam a ser considerados réus no processo penal, no qual terão amplo direito à defesa e ao contraditório.

O modus operandi do grupo estava explícito no YouTube, onde publicavam vídeos mostrando atendimentos, possivelmente a fim de buscar novas vítimas – após o início da investigação, os vídeos foram retirados da plataforma. O homem utilizava-se do codinome “Madre Catarina” para anunciar atividades de cura e cirurgias espirituais que realizava vestido de freira, induzindo as pessoas por meio ardil a acreditarem que ele poderia, através de “trabalhos” e orações, curar todo o tipo de enfermidades.

Os demais eram responsáveis por auxiliar diretamente nas cirurgias de “cura espiritual”, dividindo entre eles a tarefa de instrumentação, aconselhamento e recebimento de valores ou doações, recepção dos pacientes e segurança velada do local. Segundo o promotor de justiça Alexandre Daura Serratine, os acusados atendiam dezenas de pessoas por dia e cobravam o valor de R$ 100,00 para realização de cada uma destas cirurgias espirituais ou consultas. No caso específico de um idoso, que resultou na acusação de estelionato, foi cobrado um total de R$ 800,00.

“As cirurgias espirituais eram feitas diretamente no corpo físico dos “pacientes”, com os mesmos instrumentos de uma cirurgia médica convencional, porém sem anestesia e dispensando qualquer precaução de assepsia. Em certos casos, embora não raros, os denunciados utilizavam-se de objetos de uso domésticos (facas, tesouras e estiletes) como instrumentos operatórios, igualmente sem quaisquer cuidados antissépticos”, completa Serratine. O promotor acrescenta que é importante que outras vítimas que se sentiram enganadas pelo grupo procurem a Promotoria de Justiça de suas comarcas ou a Polícia Civil, a fim de que outros possíveis crimes sejam apurados e se busque a responsabilização devida.

Fonte: MP

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