
03.04 - Dois integrantes de uma facção criminosa foram condenados por tentativa de homicídio, no dia 22 de fevereiro de 2020, num sábado de carnaval, por volta das 22h30, em uma das mais movimentadas avenidas de Balneário Camboriú, a Avenida do Estado, conta Anderson dos Santos Coelho, 30 anos. Dias mais tarde, vítima foi assassinada dentro do hospital Ruth Cardoso, após receber alta da UTI.
A dupla foi condenada pelo Tribunal do Júri, quinta-feira (30). Um dos executores recebeu pena de dez anos e 10 meses e 20 dias de reclusão e o outro a sentença de nove anos, seis meses e 20 dias de reclusão. Todos em regime inicial fechado. A sentença é passível de recurso.
O crime
No sábado de carnaval de 2020, na região central de Balneário Camboriú, eles tentaram matar um integrante da mesma facção que havia se rebelado com pelo menos 13 disparos de arma de fogo.
As investigações demonstraram que um integrante da facção criminosa com posição de chefia local deu a ordem para a execução da vítima - que estaria se posicionando contra a facção e buscando dominar o tráfico local e cuja morte já havia sido decretada pela cúpula da organização criminosa.
No dia do crime, os dois executores foram informados do local onde a vítima estava e cometeram o crime. Ela foi abordada por eles na rua e atingida por, pelo menos, 13 disparos de pistola 9mm e só não morreu porque foi socorrida a tempo.
A gravidade dos ferimentos levou-a à internação na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Ruth Cardoso, onde permaneceu até ser transferida para um quarto, no dia 2 de março do mesmo ano, quando foi vítima de um novo atentado e morreu com dois disparos de pistola 40.
Os réus foram julgados apenas pela tentativa de homicídio ocorrida no sábado de carnaval, uma vez que não possível comprovar perante a Justiça a identidade dos executores do homicídio consumado.
Momentos de terror
Testemunhas disseram à polícia que os invasores mandaram os funcionários ficar de costas e em silêncio durante toda a ação. Um dos criminosos teria ido até a maca onde estava Anderson e efetuado os disparos. Ele levou um tiro no peito e outro no abdômen. Na sequência, os dois fugiram e não foram mais localizados.
Um homem com um capuz teria mandado elas virarem de costas e, em seguida, elas teriam ouvido outro tiro. Nenhum servidor público ou paciente que estava na unidade de saúde ficou ferido. Uma porta lateral do acesso de emergência, localizada próxima a entrada da UTI, estava arrombada, segundo a PM.
Tinha ficha corrida
A PM informou que Anderson tinha passagens policiais por crimes como roubo, tráfico de drogas e porte de arma. Ele também era investigado em um caso de homicídio, de acordo com o tenente-coronel Alexandre Coelho Vieira, comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar.
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