
06.06 - Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina chegou até 11 membros de uma quadrilha que aplicou um golpe de R$ 7 milhões com o roubo de cargas de salmão e queijo. O grupo realizou um esquema sofisticado para realizar o crime.
O grupo clonou o site de uma grande rede de supermercados de Santa Catarina, fazia contato com as empresas e “comprava” mercadorias com pagamentos futuros. Os bandidos sumiam com as cargas e nunca pagavam a dívida. O prejuízo para as empresas chega a R$ 7 milhões.
Nesta terça-feira, a equipe do delegado Osnei Valdir de Oliveira cumpriu ordens de busca e apreensão e sequestros de bens nas cidades de Itapema, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz. Durante as batidas foram apreendidos veículos, entre eles um Mercedes Benz, jet sky e foi sequestrado dinheiro nas contas correntes e poupança dos envolvidos.
Segundo o delegado Osnei, o bando clonou o site do supermercado Bistek. “Só que o Bistek é www.bistek.com.br e eles criaram um www.bistek.com. A partir daí, eles começaram a fazer compras de empresas grandes, cargas de queijo e pescados, fazendo aquisição de carretas com os produtos. Os produtos ficavam armazenados em uma empresa de São José, também lesadas por eles, porque ela acreditava que estava negociando com o Bistek”, explica o delegado.
A partir da compra, eles emitiam notas fiscais falsas e faziam a revenda dos produtos para empresas do estado do Rio Grande do Sul. “Parte das cargas foi apreendida no Rio Grande. Outros dois contêineres com pescados chegamos a apreender em Itajaí. O modo de agir era sempre esse: eles clonaram, criaram um site parecido, faziam as compras. As empresas vendiam, com prazo de pagamento estendido, acreditando estar vendendo para o Bistek, mas na verdade eram os estelionatários”, destacou.
Entre as 11 pessoas indiciadas estão dois motoristas que participavam do esquema. Um deles trouxe algumas cargas até Itajaí e o outro fazia a entrega das cargas à medida que o bando ia vendendo os produtos. A Polícia também identificou o responsável pela manutenção do site e outro homem responsável por fazer as compras com as grandes empresas.
Os investigados estão sendo indiciados pela prática dos crimes de estelionato, uso de documentos falsos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Se forem condenados pelos quatro crimes, cada investigado pode pegar de 10 a 38 anos de prisão.
Tráfico de drogas PRF apreende de maconha, crack, cocaína e haxixe no Norte de SC
Carbono Oculto Operação Carbono Oculto mira empresário ligado à delação do caso do Banco Master e cumpre mandados em SC
Flagrante Motorista é preso com mais de 3 mil garrafas de vinho e quatro toneladas de camarão na SC-114 Mín. 17° Máx. 25°

