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Policial Gun Project

Servidor público de Joinville é um dos investigados em operação contra grupos neonazistas

Conforme a Polícia Civil, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do investigado em ações realizadas na terça-feira (11).

14/07/2023 às 12h14
Por: Carneiro News Fonte: ND+
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Foto/Ilustrativa
Foto/Ilustrativa

14.07 - Um servidor público do Arquivo Histórico de Joinville, no Norte do Estado, está entre os investigados por envolvimento com grupos neonazistas em Santa Catarina. A casa onde o suspeito mora foi alvo da Operação “Gun Project”, realizada na terça-feira (11) em diversas cidades catarinenses.

Conforme a Polícia Civil, o homem não foi preso e, por enquanto, é apenas investigado. Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do servidor.

A operação que cumpriu mandados contra o joinvilense faz parte de investigação iniciada há oito meses, cujo inquérito policial permitiu identificar associados e células conexas àquele grupo, espalhados por diferentes Estados.

De acordo com a Polícia Civil, mandados desta terça foram cumpridos em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Curitibanos/SC, Praia Grande (SP), Curitiba (PR), Maringá (PR), Marialva (PR), Nova Petrópolis (RS) e Passo Fundo (RS). Na ação, foram apreendidos vasto material de cunho nazista e extremista, além de armas e munições, celulares e computadores.

Trabalho no serviço público

Conforme a Prefeitura de Joinville, há algum tempo, o servidor já estava afastado do serviço público por motivos de saúde. Não há previsão de quando ocorre seu retorno. Somente com a volta do servidor, a prefeitura poderá ou não tomar afastá-lo do cargo por conta da investigação.

Como o caso se dá na esfera pessoal do servidor e não tem ligação com a prefeitura, o governo municipal prefere não se manifestar sobre o caso.

A operação

A operação “Gun Project” foi deflagrada em outubro do ano passado e investiga células e grupos neonazistas. Durante as investigações foi possível apurar grupos extremistas catarinenses que utilizavam impressora 3D para fabricação de armas. Também foram apurados encontros presenciais, produção de propaganda para fins de divulgação do nazismo, rituais de culto à doutrina Hitlerista, nos quais os criminosos se auto intitulavam “a nova SS de Santa Catarina”.

Na terça-feira (11), uma mulher foi presa no Rio Grande do Sul após disparar contra os policiais e guardar materiais nazistas. Uma estamparia também foi alvo da operação no estado gaúcho. No local eram produzidas camisetas com símbolos nazistas e supremacistas, resultando na apreensão do material. No Paraná, um homem foi preso por posse irregular de arma de fogo e objetos nazistas.

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