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Polícia do DF cumpre mandado de busca e apreensão contra Jair Renan Bolsonaro

Operação apura esquema de lavagem de dinheiro. Agentes cumprem 5 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão em Brasília e em Balneário Camboriú.

24/08/2023 às 09h46 Atualizada em 24/08/2023 às 09h53
Por: Carneiro News Fonte: G1
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Foto/Divulgação
Foto/Divulgação

24.08 - O filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan, foi alvo de mandado de busca e apreensão em operação da Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (24). A operação foi deflagrada contra um grupo suspeito de estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

O mandado contra Jair Renan é cumprido em dois endereços: no apartamento onde ele mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e em um prédio no Sudoeste, área nobre de Brasília. O g1 tenta contato com a defesa dele.

Ao todo, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Os alvos são:

Jair Renan; Maciel Carvalho, amigo e instrutor de tiro de Jair Renan, foi preso; Eduardo Alves dos Santos, que está foragido e é investigado por ser "testa de ferro" do esquema.

De acordo com a apuração da TV Globo, Maciel Carvalho, de 41 anos, é um dos alvos de mandado de prisão. Ele é o suposto mentor do esquema e já foi alvo de duas ações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) neste ano, a Operação '"Succedere" e "Falso Coach". Ele já tinha sido preso em janeiro deste ano.

Como o grupo atua

De acordo com a polícia, o grupo agia a partir de um laranja e de empresas fantasmas, usadas pelo alvo da operação.

A apuração da reportagem aponta que o grupo usava a falsa identidade de Antônio Amâncio Alves Mandarrari para abrir conta bancária e representar pessoas jurídicas usadas como laranjas.

Os investigados teriam forjado relações de faturamento e outros documentos das empresas investigadas, usando dados de contadores sem o consentimento deles.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil.

Jair Renan já foi investigado por suposto tráfico de influência, quando o pai estava na Presidência da República. Ele chegou a ter um camarote cedido pela administradora do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha para gravar vídeos que postava na internet quando se apresentava como influenciador digital e empresário, dono da Bolsonaro Jr Eventos e Mídia. O espaço foi reformado por empresário que tinha contratos com o governo.

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