
26.10 – A doceira Margareth Aparecida Marcondes, de 56 anos condenada por matar uma adolescente com brigadeiros envenenados foi presa 11 anos após o crime em Itapoá, no Norte catarinense. O caso aconteceu em 2012 no Paraná e a jovem havia encomendado os doces para comemorar a festa de 15 anos. De acordo com a Polícia Civil, a acusada estava escondida em Itapoá e utilizava nome falso.
Conforme jornais relataram à época, no dia 12 de março de 2012 a mulher teria mandado um taxista entregar os doces de amostra na casa da jovem, em Curitiba, junto de um bilhete que pedia para que ela provasse. Após consumir o produto, a menina passou mal, ficou oito dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e teve duas paradas cardíacas e morreu.
Outras três amigas da jovem que experimentaram o bombom também passaram mal e precisaram ser encaminhadas ao hospital. Durante as investigações policiais, ficou constatado que os brigadeiros estavam envenenados.
O crime
O crime aconteceu na tarde do dia 12 de março de 2012, quando Margareth mandou um taxista entregar os doces na casa da família da adolescente, à época com 14 anos, no bairro Umbará. Outros três adolescentes também experimentaram os bombons e foram encaminhados para hospitais com intoxicação alimentar.
Margareth foi identificada pela polícia nas imagens do circuito de segurança de um shopping de Curitiba, onde foi vista deixando a caixa de brigadeiros com o taxista, no bairro Capão Raso.
Prisão em Barra Velha
Os policiais a prenderam na madrugada do dia 31 de março de 2012 enquanto dormia em seu carro na praia de Barra Velha, em Santa Catarina.
Durante as investigações, a empresária chegou a confessar o crime à Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Joinville. No entanto, o advogado de defesa, Luiz Cláudio Falarz, afirmou durante o processo que a cliente estava fora de si na fase do inquérito policial. Segundo o defensor, a doceira estava acostumada a preparar quitutes para eventos de toda a família e não teria motivo para praticar o crime. Por isso, durante toda a fase de instrução penal, Margareth negou sua participação na tentativa de homicídio.
Enquanto corria o processo e aguardava a data do julgamento, no entanto, ela foi liberada para regime semiaberto. Em 2017, foi condenada a 30 anos de prisão pela Justiça de Curitiba, mas, desde então, estava foragida.
Ela foi presa na manhã desta quinta-feira (26) e encaminhada para o presídio de Joinville, onde cumprirá pena.
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