
27.10 - A Polícia Federal de Itajaí investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro onde as empresas simulavam importação e exportação de produtos. Os crimes contra a ordem tributária, descaminho, falsidade documental e lavagem de dinheiro seriam praticados em Itajaí, Balneário Camboriú e uma cidade do interior de São Paulo.
A PF cumpriu duas ordens de busca e apreensão em uma casa e em um escritório de contabilidade em Mogi das Cruzes (SP), em uma casa de Balneário Camboriú e em uma empresa de Itajaí. Foram apreendidos cerca de 170 mil em dinheiro, 10 mil dólares, mil euros, além de documentos, iPad e celulares.
A investigação é fruto de diversas autuações da Receita Federal, que constatou que os investigados simularam operações de importação por meio de empresas laranjas. Eles declaravam produtos em menor quantidade e em valores bem abaixo dos que realmente valem. Pra piorar, a mesma pessoa era o importador e exportador, com a transação sendo fake, uma mera simulação, para um possível esquema de lavagem de dinheiro.
O grupo usava documentos com dados falsos para fraudar as faturas comerciais e importações pagando ainda menos impostos e ocultando os verdadeiros compradores. A estimativa é de que R$ 100 milhões foram movimentados em importações fraudulentas entre os anos de 2020 a 2022. As penas para os crimes investigados podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Esquema do faz de conta
1 – Exportadores das mercadorias são desconhecidos
2 – Não há comprovação de negociação comercial para emissão das mercadorias; sem cotação de preço e condições de pagamentos. Somente emissão de faturas
3 – As notas fiscais de venda/remessa da venda de produtos eram emitidas para CNPJs usados pelo grupo investigado
4 – Não há qualquer tratativa para envio de mercadorias para o exterior
5 – Não há qualquer informação sobre o destinatário das mercadorias
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