
02.11 – O júri popular de Mayke Augusto dos Santos e Jilio Lenonn Vieiro, acusados pela tentativa de homicídio contra Kauê de Aquino Marafiotti e pelo homicídio de Guilherme Felipe de Borba, crimes cometidos em março de 2013, no Centro de Balneário Piçarras, terminou nos primeiros minutos da madrugada de ontem. Mayke foi sentenciado a mais de 18 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, enquanto Jilio foi absolvido pelo conselho de sentença.
Kauê e Guilherme estavam em uma casa noturna na orla da praia de Balneário Piçarras. Os dois jovens teriam entrado em discussão com Mayke e Jilio, mas a confusão terminou com morte na esquina da Avenida Emanuel Pinto com a Rua Alexandre Guilherme Figueredo, no Centro da cidade.
Jilio teria dado um soco no rosto de Guilherme e Mayke com uma arma de fogo atirou na cabeça da vítima, que morreu no local. Para a defesa, Jilio não teria participado do assassinato apenas de uma agressão. Com essa tese ele acabou sendo absolvido, o que revoltou os familiares da vítima. Mayke foi condenado pelo homicídio a pena foi de 14 anos e pela tentativa de homicídio 4 anos e oito meses.
Segundo a reportagem do Jornal do Comércio, a mãe de Guilherme, Edileia Maria Moraes, considerou que a Justiça “não foi feita” pois “absolveram um criminoso, alguém que esteve diretamente envolvido na morte” do seu filho.
A vítima, na época dos fatos, tinha 17 anos, era filho do ex-vereador Mauri Carlito Borba. Nas duas primeiras fileiras do Tribunal do Júri do Fórum de Balneário Piçarras, familiares acompanharam as mais de 15 horas de julgamento. Eles vestiam camisetas brancas, estampando a foto de Guilherme e a frase: Justiça, todos por você.
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