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Balneário Piçarras - Morador de rua é condenado a 15 anos de prisão pela morte de Débora Arruda

A vítima deu carona para três homens em situação de rua e foi morta por estrangulamento no dia 6 de maio de 2021. Dois deles foram inocentados pelo júri popular no dia de ontem. A mulher era moradora do bairro Itacolomi, de Balneário Piçarras.

22/11/2023 às 14h02
Por: Carneiro News Fonte: CN
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Foto/Arquivo
Foto/Arquivo

22.11 – O júri popular condenou, a 15 anos de prisão pelo Meirisson de Moura, de 26 anos, pelo assassinato da moradora de Balneário Piçarras, Débora Custódio Arruda, de 56 anos. Outros dois réus, Gabriel Franchak de Nigris e Adriano Maciel, foram inocentados. O crime foi praticado em 6 de maio de 2021 e o julgamento aconteceu ontem (21), no Fórum da Comarca de Balneário Piçarras.

A pena inicial de Meirisson era de 18 anos de reclusão, mas pelo fato dele ter confessado o crime espontaneamente foi reduzida em três anos. Ele era acusado de homicídio qualificado, com agravante à traição e emboscada.

Relembre o caso

No dia do crime, Débora deu carona a Meirisson e em seguida e em seguida a Adriano e Gabriel, ainda em Balneário Piçarras. Inicialmente eles circularam de carro por Balneário Piçarras. O trio, que vivia na região em situação de rua, alega ter consumido álcool e drogas, e tomou o volante de Débora. Ela teria sido estrangulada em Barra Velha. Mais tarde, o corpo de Debora foi deixado no bairro Vila Nova, próximo da BR-101.

O carro da vítima foi encontrado dias após em Guaratuba, Paraná. Já o corpo foi localizado às margens da BR-101, em Joinville, descoberto por um cachorro, dois meses após o desaparecimento, em avançado estado de decomposição.

Prisão

Semanas depois do crime Meirisson de Moura buscou atendimento em uma clínica de reabilitação de dependentes químicos na cidade de Guaratuba, no Paraná. Ele alegou ter se arrependido do homicídio, confessou o crime para um pastor, que o levou até a delegacia. A partir da confissão e das provas colhidas pela investigação da Polícia Civil de Balneário Piçarras, os réus foram presos cerca de um mês depois do crime.

Ajuda fatal

Na ocasião do crime, familiares informaram quem Débora estava num supermercado no bairro Itacolomi, comprando alimentos para moradores de rua, quando foi abordada pelo assassino. Nesse momento que ela teria dado carona a Meirisson. Uma cadelinha da vítima inclusive estava no carro, e foi resgatada na região onde o veículo foi encontrado, em Guaratuba.

Meirisson alegou que Débora teria usado bebidas e drogas com ele. O autor do crime tem diversas passagens por furto, roubo, receptação, ameaça, desacato e homicídio, além de dois mandados de prisão cumpridos entre 2015 e 2020.

  

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