
15.12 - Uma argentina de 32 anos virou alvo da Polícia Civil de Santa Catarina após uma série de ataques racistas cometidos contra funcionários da TPA, em Bombinhas. Segundo a investigação, a mulher teria praticado o crime em ao menos três ocasiões diferentes. Flagrantes feitos em gravações das próprias vítimas mostram a turista chamando as pessoas de “negros de merda” e “macacos”. Ela foi indiciada pelo crime de racismo, cuja pena varia de dois a cinco anos de prisão, e o caso já foi encaminhado ao Ministério Público.
Conforme a investigação, tudo teria começado no fim de novembro durante uma discussão entre ocupantes de um carro em que a argentina estava e funcionários do pedágio ambiental. Os estrangeiros teriam se recusado a parar o veículo na entrada da cidade, sob a alegação de serem isentos do pagamento por terem imóvel na cidade. Segundo as regras vigentes em Bombinhas, porém, todos os carros com placas de fora devem ser parados para comprovar a isenção, o que os turistas argentinos teriam se recusado a fazer, ainda de acordo com a Polícia Civil. Foi nesse momento que o crime teria sido cometido.
Em um dos vídeos obtidos pelos investigadores, a mulher aparece discutindo com funcionários da TPA, no momento em que se aproxima de uma das cabines com o celular em mãos e chama uma das vítimas de “macaco de merda”. Outra gravação revela o momento em que o carro onde a mulher estava deixa o local e ela grita a frase “morram todos, negros de merda”. Um terceiro vídeo expõe o namorado da mulher tentando contê-la dentro do carro. Ele chega a pedir à mulher que se acalme e diz que eles “não estão na Argentina”. Segundos depois, a agressora repete a frase “negros de merda”.
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O delegado responsável pelo caso, Renan Balbino Silva Araujo, conta que na gravação do interrogatório a mulher ficou em silêncio ao ser questionada sobre o racismo. Familiares ainda teriam relatado à Polícia Civil que “não sabiam” que os xingamentos proferidos pela mulher eram considerados crimes no Brasil. O investigador ainda representou por uma medida cautelar para que a mulher não possa sair da comarca de Porto Belo e nem possa se aproximar dos funcionários da TPA, o que ainda depende de um aval da Justiça. O inquérito foi finalizado nesta semana e enviado ao MPSC.
A argentina foi identificada pela reportagem como Ivanna Geraldina D’Amario, de 32 anos. O NSC Total tentou contato por telefone e também pelas redes sociais com a mulher, porém não obteve retorno até a publicação deste texto.
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