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Policial Homem bomba

Catarinense de Rio do Sul é apontado como responsável pelas explosões na área externa da Praça dos Três Poderes

O homem era conhecido pelo apelido de “Tiü França” e teria alertado, em redes sociais, que faria um ataque em Brasília, segundo informações recebidas pela emissora. Filiado ao Partido Liberal (PL) e já foi candidato a vereador no município de Rio do Sul pela legenda.

13/11/2024 às 23h11 Atualizada em 13/11/2024 às 23h15
Por: Carneiro News Fonte: G1
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

13.11 - A identidade do suspeito de ser o responsável pelas explosões registradas na área externa da Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi revelada na noite desta quarta-feira (13). Ele se chamava Francisco Wanderley Luiz e tinha 59 anos, de acordo com apuração da CNN Brasil.

Ele foi apontado como suspeito porque o carro que explodiu no local estava no nome dele, mas as forças de segurança pública do governo do Distrito Federal ainda não confirmaram que ele se trata do autor dos ataques.

O carro envolvido na explosão ocorrida na noite desta quarta-feira (13), em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pertence a  Francisco Wanderley. A identidade do corpo encontrado próximo ao local da explosão ainda não foi confirmada, mas a família reconheceu o carro pelas imagens da televisão.

Francisco é de Santa Catarina, filiado ao Partido Liberal (PL) e já foi candidato a vereador no município de Rio do Sul pela legenda. Ele teve 98 votos naquela disputa. O homem era chaveiro e conhecido pelo apelido de "Tiü França" e teria alertado, em redes sociais, que faria um ataque em Brasília, segundo informações recebidas pela emissora.

Ao longo do dia, Francisco Wanderley teria circulado pela Câmara dos Deputados, segundo informação dada aos deputados pelo chefe de segurança da Casa.

Conforme divulgado pelo UOL, ele teria se movimentado pelo anexo 4 da Câmara, onde fica localizada a maior parte dos gabinetes dos deputados.

Antecipou a explosão no STF pelas redes sociais

Francisco Wanderley antecipou, nas redes sociais, um ataque a bombas na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

“Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda: William Bonner, José Sarney, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso… Vocês 4 são VELHOS CEBÔSOS nojentos”, escreveu ele, em imagem publicada no Facebook.

“Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de matérias etc. Início 17h48 horas do dia 13/11/2024… O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!!!”, prosseguiu.

As explosões

Duas explosões, em um intervalo de cerca de 20 segundos, ocorreram perto do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, no início da noite desta quarta-feira (13). Uma pessoa morreu, e a área foi isolada. Bombeiros e militares especializados em explosivos foram ao local (assista ao vídeo acima).

O que se sabe sobre o caso:

Por volta das 19h30 desta quarta, um carro explodiu no estacionamento que fica entre o STF e o Anexo IV da Câmara dos Deputados. No porta-malas, havia fogos de artifício e tijolos.

Cerca de 20 segundos após o episódio no estacionamento, um homem morreu em uma outra explosão, ocorrida na Praça dos Três Poderes (que fica entre o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto). Até a última atualização desta reportagem, o corpo não havia sido retirado do local.

Antes da explosão em frente ao STF, o homem tentou entrar no prédio. Ele jogou um explosivo embaixo da marquise do edifício, mostrou que tinha artefatos presos ao corpo a um vigilante, deitou-se no chão e acionou um segundo explosivo na nuca.

O esquadrão antibombas está no local para fazer uma varredura e verificar a existência de mais explosivos nos arredores, inclusive em veículos e no corpo do homem que morreu.

No momento do incidente, estavam ocorrendo sessões de plenário na Câmara e no Senado, que foram suspensas. A sessão do STF já tinha terminado, e ministros e servidores foram retirados em segurança.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava mais no Planalto – e não houve ordem para evacuar o prédio. A segurança do palácio vai ser reforçada com integrantes do Exército.

Depois do episódio, ele se reuniu com os ministros do STF Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin no Palácio da Alvorada. O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também foi à residência presidencial.

A PF abriu inquérito para apurar as explosões, que será enviado a Alexandre de Moraes.

No momento do ocorrido, a funcionária do Tribunal de Contas da União (TCU) Layana Costa estava em um ponto de ônibus em frente ao STF. Segundo ela, um homem passou, segurando uma sacola, e acenou com "um joinha".

A mulher afirma que, em seguida, ouviu a primeira explosão e, ao olhar para trás, viu que o homem jogou algo perto da estátua da Justiça e logo caiu.

Dono de um food truck que funciona no estacionamento do anexo IV da Câmara, Carlos Monteiro contou ter visto o carro pegando fogo.

"Me informaram que ele parou o carro, tirou as coisas de dentro do porta-malas e desceu com mochila nas costas. E, de repente, a gente escutou as explosões. Quando a gente foi olhar, [havia] um fumaceiro muito forte", descreveu Monteiro.

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