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Política Pegou mal

Senador Seif apaga post afirmando que homem deveria ter sido jogado de penhasco

Jorge Seif Jr. fez o comentário sobre o caso de violência policial em São Paulo, mas apagou a postagem. Um PM paulista arremessou um suspeito de uma ponte na madrugada de segunda-feira.

06/12/2024 às 09h17
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

06.12 - O senador catarinense Jorge Seif Junior (PL) provocou mais polêmica esta semana ao fazer uma publicação nas redes sociais elogiando o caso de violência policial em São Paulo. No X (antigo Twitter), Seif afirmou que os policiais militares envolvidos deveriam ter jogado o suspeito de um penhasco, em vez de uma ponte. A publicação gerou críticas em todo o Brasil e foi apagada pelo senador.

O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira, no bairro Vila Clara, em São Paulo. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra um policial militar jogando um homem de uma ponte. O suspeito sobreviveu. Jorge Seif, ao comentar o ocorrido no X, escreveu:

“Imprensa nacional demonizando a PM de SP. O erro dos policiais foi ter jogado o meliante em um córrego. Deveriam ter jogado do penhasco. Porque, com essa justiça sem vergonha que libera vagabundo em audiência de custódia, levar pra delegacia e ser satirizado por criminoso é o fim do mundo. Tomar um banho no córrego é prêmio. Minha solidariedade e apoio INCONDICIONAL aos PMs e ao Secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. O ‘filósofo’ Sivuca já dizia em 1986: ‘bandido bom é bandido morto’. Tá com pena das vítimas da sociedade? Leva pra casa!”

O Diarinho procurou a assessoria do senador para esclarecer o que motivou a postagem e sua exclusão, mas, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

PM foi preso

O policial que aparece no vídeo jogando o homem da ponte foi identificado como o soldado Luan Felipe Alves Pereira. Ele foi preso e está detido na Corregedoria da PM de São Paulo. Desde terça-feira, ele estava afastado das funções, junto com outros 12 agentes envolvidos na operação. O pai da vítima informou que seu filho está bem.

Em depoimento, o policial afirmou que não pretendia jogar a vítima do muro, mas apenas no chão, como forma de imobilizá-lo. Segundo ele, o homem resistiu à abordagem policial.

Este não é o primeiro caso polêmico envolvendo o soldado. Luan foi acusado anteriormente de matar um suspeito com 12 tiros durante uma perseguição em Diadema, na Grande São Paulo. O caso foi investigado pela Justiça Militar e transferido à Justiça comum, mas foi arquivado em janeiro deste ano.

 

 

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