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Policial Fim do motim

Agente penitenciário é liberto após oito horas refém no presídio da Canhanduba de Itajaí

Motim de detentos começou por volta das 13h de ontem e terminou às 21h. Os presos teriam começado o motim por conta da má qualidade da comida servida no complexo e pedido de transferência de um grupo de cinco detentos que buscam a transferência de presídio para ficar mais perto de seus familiares.

15/03/2025 às 08h21 Atualizada em 15/03/2025 às 08h23
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foto/Divulgação/PMSC
Foto/Divulgação/PMSC

15.03 - Às 21h de ontem, terminou o motim com um agente penitenciário como refém no Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí. A informação foi confirmada pelos advogados Pamela Bohon Bernardes de Souza e Lucas Bernardes, respectivamente presidentes da Comissão de Direito Criminal e da Comissão de Assuntos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itajaí.

Os advogados iriam entrar na ala C, onde aconteceu o motim, para conversar com os detentos e entender como o caso chegou ao fim. “Não houve feridos, todos estão bem. Tanto o agente penitenciário, como os presos. Inclusive, importante informar para as famílias dos presos que a alimentação tanto do presídio, do semiaberto e da penitenciária feminina aconteceu normalmente na noite desta sexta”, disse Pamela.

No meio da tarde, Pamela já havia informado que o ato não tinha mortos, feridos e também não fazia parte de uma ação de facções criminosas. O ato, que ela não classificava como rebelião, ficou restrito a um grupo de cinco detentos da penitenciária que buscavam a transferência de presídio para ficar mais perto de seus familiares. “O ato é isolado de cinco internos, não há ligação com facção. Eles querem a transferência em razão de proximidade familiar”, informou. “Não chamo de rebelião, porque não teve adesão dos demais internos”, completou.

Sobre a informação de familiares dos presos de que o motim teria começado por conta da má qualidade da comida servida no complexo, Pamela explicou que a pauta existe, mas não tem relação com o ato que aconteceu nesta sexta-feira.

Durante todo o tempo do motim, o Complexo Penitenciário ficou cercado pelas forças de segurança. Ambulâncias do Samu, viaturas do Corpo de Bombeiros, viaturas das polícias Militar, Civil e Penal, além de helicópteros permaneceram no entorno em procedimento padrão para ocorrências desse tipo.

As forças de segurança isolaram a área ao redor do complexo para evitar a aproximação de familiares dos presos, que chegaram assim que souberam da situação para obter informações sobre o estado de saúde dos detentos.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informou que o agente de controle rendido foi retirado da cela após a atuação das forças policiais, sem nenhum ferimento. “Toda a assistência médica e psicológica está sendo garantida ao funcionário e a Sejuri já instaurou um procedimento interno para apurar o fato”, finalizou a nota.

Versões sobre o motivo do motim conflitam

O advogado Luís Veiga, representante da OAB de Balneário Camboriú, esteve no local e avaliou que o motim seria uma atitude isolada de integrantes de uma mesma cela. Segundo o advogado, que concedeu entrevista ao Cidade Alerta SC, o sequestro teria como finalidade pressionar o Estado a transferir os presos a suas comarcas de origem.

No entanto, a versão é rebatida pela Sejuri e pelo Bope. “Foi um oportunismo que eles tiveram. E a partir disso acabaram reivindicando questões como falta d’água, alimentação, saúde, enfim… fatos que sempre são reivindicados pelos presos”, declarou a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, em coletiva de imprensa após a libertação do agente sequestrado.

Na mesma coletiva, o tenente-coronel Mlanarczyki, do Bope, acompanhou o discurso da secretaria e disse que a versão da OAB não se confirma. “Em momento algum os presos tiveram essa movimentação [de reivindicar troca de comarca]. Inclusive, na tratativa com a própria juíza responsável, ela deixou bem claro que não era isso”, afirmou Mlanarczyki.

 

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