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Tentativa frustrada de desvio de R$ 2,5 milhões da prefeitura de BC é alvo de operação

Mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva foram cumpridos em Balneário Camboriú. Grupo investigado por desviar R$ 2,5 milhões da Prefeitura de São José é alvo de operação.

21/08/2025 às 11h41
Por: Carneiro News
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Foto/Divulgação/Polícia Civil
Foto/Divulgação/Polícia Civil

21.08 - Um grupo investigado por cometer uma fraude eletrônica milionária contra a prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, foi alvo de uma operação da CyberGAECO com a Polícia Civil nesta quinta-feira (21). Três mandados de busca e apreensão e uma prisão preventiva foram cumpridos em Balneário Camboriú, no Litoral Norte do Estado. A investigação continua sob sigilo.

Segundo o Ministério Público, a operação “Credencial Fantasma” revelou a atuação de um grupo criminoso de alcance nacional, especializado em ataques cibernéticos contra instituições financeiras e órgãos públicos. O alvo, desta vez, foi o sistema de pagamentos da Prefeitura de São José.

Os criminosos teriam obtido credenciais de servidores municipais por meio de phishing, uma técnica que engana vítimas para roubar dados sensíveis. Com os acessos dos funcionários em mãos, os suspeitos criaram novos usuários e autorizações internas no sistema de pagamentos da prefeitura e permitiram transferências irregulares.

A investigação revelou 11 tentativas de ordens fraudulentas de pagamento, que somavam R$ 2,5 milhões ao todo. Porém, somente uma foi concretizada, o que causou um prejuízo de mais de R$ 85 mil aos cofres públicos da prefeitura. O dinheiro teria sido direcionado a contas ligadas a possíveis laranjas, conforme o Ministério Público.

A Vara Regional de Garantias da Comarca de São José expediu um pacote de medidas cautelares contra os suspeitos: prisão preventiva, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens.

Pelo menos quatro integrantes do grupo foram identificados pela polícia até o momento. Eles são investigados por furto mediante a fraude, invasão de dispositivo informático e lavagem de dinheiro. Alguns dos suspeitos já havia aparecido no radar da Polícia Federal, durante a Operação CryptoScam, em maio deste ano, que investigou o furto milionário de criptoativos.

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