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Policial Prisão Preventiva

Jornalista que assassinou ex-marido em Camboriú continua foragido e justiça decreta prisão preventiva

Rodrigo Oliveira levou quatro minutos para matar empresário em Camboriú. Câmeras mostram chegada e saída de Rodrigo com faca suja de sangue nas mãos.

05/01/2026 às 12h45
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

O jornalista Rodrigo Oliveira dos Santos, de 37 anos, que matou o ex-marido, o empresário Robson Maldonado Malinoski, também de 37 anos, segue foragido uma semana após o crime. A Justiça decretou a prisão preventiva, mas ele ainda não foi preso. Imagens de câmeras de segurança mostram que Rodrigo levou menos de quatro minutos para entrar no prédio onde a vítima morava, na rua Santa Terezinha, no bairro São Francisco, em Camboriú, matar o ex-companheiro e sair com a faca suja de sangue nas mãos.

As gravações mostram que Rodrigo chegou ao prédio às 12h41 do dia 29. No elevador, ele aparece sem demonstrar emoção. A polícia acredita que a faca usada no crime pertencia ao apartamento de Robson.

As imagens indicam que o assassino deixou o edifício às 12h45, segurando uma faca do tipo peixeira e com a camiseta manchada de sangue. “Entre a chegada e a saída foram cerca de quatro minutos. Provavelmente ele foi até o local apenas para cometer o crime. Já estava decidido”, avaliou um policial militar que acompanha o caso. Ainda com a faca, Rodrigo aciona o botão para abrir o portão e deixa o prédio.

A investigação aponta que, após o assassinato, Rodrigo foi até Itajaí, na casa da mãe, no bairro Cordeiros. Em seguida, ele teria fugido usando um carro de aplicativo.

Apesar de o crime ter sido cometido por volta do meio-dia, o corpo de Robson só foi encontrado perto das 15h. A vítima foi morta com três facadas no peito. Rodrigo teria confessado o crime por telefone a um conhecido. A motivação seria a não aceitação do fim do relacionamento. Mesmo após a separação, Robson seguia dando apoio ao ex-companheiro por causa da doença do pai de Rodrigo, que enfrentava um câncer agressivo e morreu no dia 12 de dezembro.

Robson, que foi cremado na terça passada, era empresário, cozinheiro, influenciador digital e especialista em marketing, com mais de 77 mil seguidores nas redes sociais.

Mãe diz que filho estava dopado

A mãe e advogada de Rodrigo, Ana Lucia Oliveira, afirma que o filho estava dopado com medicamentos e que não há certeza de que ele matou o ex-companheiro. Ela levanta a hipótese da presença de uma terceira pessoa no apartamento.

Segundo Ana Lucia, apesar das imagens mostrarem Rodrigo no elevador com manchas de sangue na roupa e portando faca, isso não comprovaria a autoria do crime. “Mesmo ele descendo o elevador sujo de sangue e com facas na mão, não se pode afirmar que Rodrigo matou. Cadê o terceiro? E tanto que estava dopado que nem se atentou às câmeras”, declarou.

Ela sustenta que havia outra pessoa no apartamento e afirma que Rodrigo estava sob efeito de medicamentos controlados. Segundo a mãe, familiares de Robson teriam incentivado Rodrigo a tomar remédios aos quais ele tinha intolerância. “Ele não podia tomar, enlouquecia. Mesmo assim insistiam. Ele já havia tentado suicídio e eu pedi socorro pelo meu filho”, disse.

Ana Lucia afirma ainda que Rodrigo sofria forte pressão psicológica. Segundo ela, a família da vítima impedia o filho de entrar na casa após a morte do pai. “Eles não haviam se separado, mas havia outra pessoa frequentando o apartamento com apoio da família da vítima. Cadê o terceiro? Por que estão escondendo?”, questionou.

De acordo com a mãe, Rodrigo e Robson mantinham um relacionamento havia cinco anos e a convivência ficou conturbada com a presença constante da família da vítima no local. “Os pais foram morar no mesmo prédio, a irmã alugou outro apartamento e havia um entra e sai constante, deixando meu filho sem privacidade”, afirmou.

Ainda conforme Ana Lucia, após a morte do pai de Rodrigo, em 12 de dezembro, ele ficou na casa da família para viver o luto. “Nesse período, a família da vítima proibiu a entrada dele no lar com o qual contribuía financeiramente. Eles também forneceram medicamentos sem prescrição médica, o que agravou o estado psicológico”, acusa.

Ela relata que, no dia do crime, Rodrigo foi ao apartamento após receber mensagens de Robson para tratar de dívidas em comum. “Ao chegar, percebeu a presença de outra pessoa. Nervoso e pressionado, tomou os remédios. Após uma discussão, ambos pegaram facas. Meu filho, dopado, agiu em legítima defesa”, alegou.

Ana Lucia diz que não sabe onde o filho está. “Sou mãe e advogada, mas não sei o paradeiro dele. Estou à procura para representá-lo. Ele tem provas de tortura psicológica praticada pela família da vítima e pela própria vítima”, afirmou.

Versão da mãe é chamada de absurda

O DIARINHO tentou contato com Josi, irmã da vítima, mas não teve retorno. Nas redes sociais, ela classificou como “absurda” a versão apresentada pela mãe de Rodrigo. “Que tipo de mãe defende um criminoso dessa forma?”, escreveu. Josi também afirmou que Rodrigo curtiu postagens da família após o assassinato. “Triste ver um irmão cheio de vida e sonhos num caixão. Morto por um louco, psicopata, que está solto, on line e curtindo nossas postagens. É um tapa na nossa cara”, publicou.

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