
Em uma atualização do caso da morte da adolescente Isabela, a Polícia Civil de Santa Catarina revelou que imagens de câmeras de um pedágio localizado no trajeto entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul mostram um lençol no banco traseiro do veículo conduzido pelo pai da adolescente. O material foi analisado durante a investigação e apresentado pelo delegado responsável pelo caso em entrevista coletiva.
Segundo a polícia, o registro ocorreu após o deslocamento do suspeito deixar Itajaí, onde Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi raptada dentro da própria residência. Para os investigadores, o objeto pode indicar que a morte da adolescente tenha ocorrido ainda em Santa Catarina, antes da ocultação do corpo em território gaúcho.
De acordo com a Polícia Civil, a constatação reforça a principal linha de investigação, que descarta a versão apresentada pelo suspeito de que a filha teria sofrido um acidente após ser levada ao Rio Grande do Sul. “A principal linha de investigação aponta, no presente momento, para que tenha ocorrido o feminicídio e, posteriormente, a ocultação do cadáver”, afirmou o delegado Roney Péricles.
A análise das imagens é considerada um elemento relevante para a cronologia do crime, já que indica que Isabela pode não ter chegado com vida ao estado vizinho.
Investigação aponta que o crime foi planejado
A polícia também reafirma que o crime teria sido planejado para ocorrer durante a madrugada, com o objetivo de evitar testemunhas e facilitar o deslocamento entre estados. “Segundo a investigação, ele escolheu agir durante a madrugada. Entendemos que o crime foi cuidadosamente planejado. Esse horário foi escolhido justamente para evitar que vizinhos percebessem qualquer movimentação suspeita e para facilitar o deslocamento”, explicou o delegado.
A adolescente foi capturada dentro de casa, em Itajaí, sob ameaça, e obrigada a entrar no veículo. “Nesse momento, ele teria abordado ela e a levado até o carro, utilizando um mecanismo para dar choque como ameaça, caso ela se negasse a acompanhá-lo”, relatou Péricles.
Isabela possuía medida protetiva contra o pai, que havia sido condenado no mês anterior a 16 anos e quatro meses de prisão pelo crime de estupro contra a filha.
“De certa forma, houve, pelo que a investigação indica, todo esse movimento, toda essa empreitada delituosa, justamente como forma de vingança por essa condenação”, afirmou o delegado.
O suspeito foi localizado e detido no Mato Grosso do Sul em 18 de dezembro. Ele está preso no Complexo Penitenciário de Itajaí e responde por feminicídio e ocultação de cadáver, sem que a polícia descarte a inclusão de novos crimes conforme o avanço das investigações da morte da adolescente.
Com informações do ND+
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