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Geral Tragédia na BR-101

Família das vítimas do engarrafamento fatal na BR-101 em Itajaí pede justiça

Em entrevista ao DARINHO, o avô de Daniel, Roberto Soares, falou emocionado e muito revoltado com a tragédia. A família informou que o caso será acompanhado por uma equipe de advogados e que quer a responsabilização do motorista da carreta envolvida no acidente.

20/02/2026 às 08h45
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

O menino Daniel Lima Soares, de 10 anos, único sobrevivente da família de turistas de São Paulo envolvida no grave acidente na BR 101, em Itajaí, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Pequeno Anjo nesta quinta-feira. Ele continua internado em leito hospitalar, em estado estável, ainda sob cuidados médicos por conta das queimaduras sofridas na colisão. Assim que tiver autorização da equipe médica, a família quer levá-lo para continuar o tratamento no interior de São Paulo.

Daniel perdeu o pai, Kayo Alves Soares dos Santos, de 32 anos; a mãe, Camila Rios, de 31; e a avó paterna, Cleonice Alves Bernal Pedra, de 55. A família retornava para São Paulo após passar o feriado na região, fazendo visitas a Balneário Camboriú e ao parque Beto Carrero World. Na quarta-feira pela manhã o carro em que estavam foi prensado por uma carreta contra outros veículos, no km 115 da rodovia, próximo ao bairro Salseiros.

“Meu neto virou órfão em um passeio”

Em entrevista ao DARINHO, o avô de Daniel, Roberto Soares, falou emocionado e muito revoltado com a tragédia. “Meu neto virou órfão em um passeio”, afirmou. Segundo ele, a família viajou para descansar durante o feriado, apesar do receio em relação ao movimento das estradas no período de Carnaval. “Eu disse que não tinha um sentimento bom com a BR 101”, relembrou.

Roberto afirmou ainda que, desde o acidente, nenhum representante da empresa do caminhoneiro entrou em contato direto com a família para prestar qualquer apoio. Ele também criticou o atendimento recebido da polícia na região. Segundo o avô, familiares se sentiram tratados “como um incômodo”, tanto por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) quanto da Polícia Civil.

“Eu liguei para o meu filho às 7h15. Às 9h15 ele estava morto”, dizia o pai, em meio à comoção.

De acordo com Roberto, a família foi informada pela PRF que o boletim de ocorrência ainda estava sendo finalizado e que, inicialmente, não constava nem a placa do caminhão envolvido. “Daqui a 15 dias meu filho vai estar há 15 dias morto e o motorista vai estar livre, fazendo churrasco. Provavelmente vai fugir do país”, desabafou.

Velório e traslado

Os corpos das três vítimas serão velados no sábado, das 7h às 11h, na Vila Alpina, no distrito de Vila Prudente, zona leste de São Paulo. A família retorna ao estado nesta sexta-feira para os atos fúnebres.

O menino Daniel também será transferido para São Paulo assim que houver liberação médica. O traslado deve ser feito em ambulância. A Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí informou que ofereceu apoio à família, incluindo a disponibilização de transporte adequado para o menino.

Agora, o garoto ficará sob os cuidados do avô paterno. Segundo Roberto, a prioridade da família é viver o luto, cuidar da saúde de Daniel e buscar justiça para penalizar o motorista. “Nós vamos voltar aqui, vamos fazer barulho. Não vamos deixar essa injustiça acontecer”, afirmou.

A família informou que o caso será acompanhado por uma equipe de advogados e que quer a responsabilização do motorista da carreta envolvida no acidente.

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