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Menino que perdeu pais e avó na BR-101 volta para São Paulo de ambulância

Único sobrevivente contou ao avô que já suspeitava da morte dos pais desde o resgate. Saída do Hospital Pequeno Anjo aconteceu perto do meio-dia.

20/02/2026 às 18h30
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

O menino Daniel, paciente que sobreviveu ao engavetamento desta semana na BR 101, recebeu alta do Hospital Infantil Pequeno Anjo, em Itajaí, há poucos instantes. Ele deixou a UTI no início da noite de quinta-feira, passou bem a noite e teve evolução do quadro. A liberação médica saiu perto do meio-dia desta sexta-feira, com retorno para São Paulo em ambulância, acompanhado da tia e do avô

Segundo a família, Daniel recebeu na manhã desta sexta-feira a notícia de que os pais morreram no acidente. Quem contou foi o avô. O menino disse que já esperava essa confirmação, porque, durante o resgate, ouviu os socorristas retirarem os corpos e conversarem entre si sobre as mortes.

Daniel, de 10 anos, é o único sobrevivente do carro em que estavam pai, mãe e avó, que morreram na colisão no km 115 da BR 101, no sentido sul, perto do bairro Salseiros. O acidente envolveu cinco veículos e mobilizou equipes de resgate e atendimento na manhã de quarta-feira.

Na noite de quinta, em entrevista ao DIARINHO, o avô paterno, Roberto Soares, desabafou sobre a tragédia. “Meu neto virou órfão em um passeio”, afirmou. Ele disse que a família viajou para descansar no feriado e voltava para São Paulo quando o carro foi prensado.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que o motorista da carreta envolvida no engavetamento não foi preso por falta de elementos para prisão em flagrante. A PRF disse que o teste do bafômetro no caminhoneiro deu negativo para álcool e que elabora o Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito (LPST), com previsão de conclusão até domingo. Depois, o documento passa por revisão e será encaminhado à Polícia Civil de Itajaí.

O inquérito da Polícia Civil deve apurar as responsabilidades e analisar provas como depoimentos, perícias e imagens. A PRF afirmou que ainda não é possível apontar o motivo pelo qual o motorista não freou ao encontrar a fila parada e que não há confirmação, até o momento, de uso de celular ou falha mecânica.

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