Sexta, 25 de Setembro de 2026
19°

Parcialmente nublado

Penha, SC

Geral Sulfito no flagra

Vigilância Sanitária descarta meia tonelada de peixe e fecha boxe no Mercado do Peixe em Itajaí

Ibama e Vigilância Sanitária fiscalizaram 27 comércios. Operação descartou 550 quilos de pescado e apreendeu 100 quilos de metabissulfito.

26/02/2026 às 17h10
Por: Carneiro News
Compartilhe:
Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

Uma operação do Ibama e da Vigilância Sanitária de Itajaí flagrou venda irregular de pescado e fiscalizou as condições de armazenamento e manipulação nos 27 boxes do Centro de Abastecimento Paulo Bauer, o Mercado do Peixe de Itajaí. A ação foi na manhã desta quinta-feira. Foram apreendidos e descartados 550 quilos de pescado, além de feita a interdição de um boxe.

Segundo Silvio Schaadt, diretor da Vigilância Sanitária de Itajaí, a ação teve duas frentes: verificar a comercialização de espécies ameaçadas de extinção ou capturadas em período de defeso e checar se os comerciantes estavam armazenando e manipulando corretamente os produtos.

O defeso do camarão em Santa Catarina começou em 28 de janeiro e segue até 30 de abril e proíbe o arrasto motorizado de espécies como camarão-rosa, sete-barbas, branco, santana e barba-ruça. A medida quer garantir a reprodução das espécies, sendo obrigatória a declaração de estoques e permitido o acesso ao seguro-defeso.

Os camarões enquadrados no defeso devem ter nota fiscal que comprove a compra antes do início do período de proibição. Os produtos encontrados sem comprovação de origem foram apreendidos e descartados no aterro sanitário.

Sulfito no flagra

“Além do camarão, também foram encontradas espécies ameaçadas de extinção, como a garoupa. Em um boxe foram achados produtos químicos, como o metabissulfito. Foram apreendidos 550 quilos de peixe e 100 quilos de metabissulfito”, informou Silvio.

O boxe onde o produto químico foi encontrado foi interditado. “O metabissulfito poderia ser utilizado se houvesse um responsável técnico para pesar e dosar a quantidade aplicada em cada lote de peixe”, explicou o diretor. Sem o profissional habilitado, o uso é considerado irregular. Ele alerta que, em grande quantidade, o produto pode causar problemas de saúde, como úlceras, além de provocar queimaduras quando manuseado sem luvas.

Todos os boxes foram orientados a rever as práticas de armazenamento e manipulação do pescado, principalmente durante a Quaresma, período em que aumenta o consumo de peixe. “Todo o pescado irregular foi levado ao aterro sanitário para descarte, já que não pode ser doado por não termos garantia de procedência ou qualidade”, finalizou Silvio.

O administrador do Mercado do Peixe, Carlos de Paula Seara Sobrinho, explica que todos os boxes foram fiscalizados e os peixes em período de defeso ou congelados checados para ver se havia etiqueta de validade e especificação do pescado. Os comércios foram orientados a se regularizar para evitar novas apreensões. O box interditado nesta quinta pode voltar a abrir, mas precisa ter nota fiscal com procedência do pescado para evitar nova interdição.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.