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Caminhoneiros de Itajaí e região decidem entrar em greve

Na segunda-feira, lideranças de transportadores de várias regiões do país, entre São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, tinham aprovado a paralisação em assembleia com trabalhadores no Porto de Santos, mas ainda sem data.

17/03/2026 às 15h05
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

Caminhoneiros autônomos de Itajaí e região decidiram entrar na paralisação nacional da categoria diante da alta do diesel. A adesão ao movimento, que começou com transportadores que atendem o Porto de Santos, foi discutida em reunião na manhã desta terça-feira, no pátio do posto Dalçóquio, em Itajaí.

De acordo com diretor da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), Sérgio Pereira, em assembleia com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac), foi definido que a partir das 18h de quarta-feira, a greve se inicia.

“A gente vai seguir a greve nacional. A Baixada Santista já decretou a greve e a gente vai seguir, até porque não está sendo justo para nós o preço do combustível e o frete defasado da maneira que está”, comentou.

Na segunda-feira, lideranças de transportadores de várias regiões do país, entre São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, tinham aprovado a paralisação em assembleia com trabalhadores no Porto de Santos, mas ainda sem data. Eram previstas conversas com outras entidades do setor pra convocação oficial da paralisação.

A assembleia em Itajaí reuniu cerca de 200 motoristas. Na região de Itajaí e Navegantes, conforme a associação, são cerca de três mil caminhoneiros autônomos. Só pela ANTC, são 1200 cadastrados. Além de atenderem aos portos do complexo de Itajaí, os trabalhadores também puxam para Itapoá e Imbituba. “A gente espera adesão de 60 a 70%, a princípio, pra depois a gente começar a medir a nível nacional”, disse Sérgio.

O movimento é apoiado principalmente pelos caminhoneiros autônomos, os mais impactados com a alta do diesel. O preço do combustível subiu quase 12% na semana passada, chegando ao preço médio de R$ 6,80, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Na semana anterior, o valor estava na casa dos R$ 6,08. A pesquisa não contemplou as medidas do governo federal pra tentar reduzir o impacto da alta, diante do aumento do petróleo por causa da guerra no Irã.

De acordo com Sérgio Pereira, o aumento no diesel complica a situação dos caminhoneiros autônomos, porque eles já enfrentam custos cada vez mais elevados pra trabalhar e tem que repassar a alta aos contratos de frete. “Cada operação tem características próprias, como distância, tipo de carga e condições logísticas, mas a estimativa geral aponta para um reajuste entre 10% e 12% no valor do frete”, afirma.

Os caminhoneiros também se queixam dos baixos valores de frete, que já não estariam cobrindo todos os custos das viagens, às vezes sendo mais vantajoso manter o caminhão parado do que assumir a operação com prejuízo. Em Itajaí, eles ainda reclamam das condições para atender o Porto de Itajaí, onde enfrentam filas e não contam com estrutura pra parada e espera.

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