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Policial Consórcio fake

Golpe do consórcio fake já registra mais de 20 BOs na região

Falsas empresas “vendem” cartas de crédito contempladas; prejuízo passa de R$ 2,5 milhões. Polícia Civil revela que mais de 20 boletins de ocorrência já foram registrados. 🧐 carneironews.com.br #carneironews #penha #piçarras #barravelha #navegantes #itajai #balneariocamboriu #camboriu #Joinville #Blumenau #Itapema #golpe #consorciofake #PoliciaCivil

08/04/2026 às 18h19
Por: Carneiro News
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Foto/Ilustrativa
Foto/Ilustrativa

O delegado Rodolfo Farah, da Polícia Civil de Itajaí, alerta para o aumento de golpes envolvendo falsas empresas de consórcios e financiamentos. Segundo ele, somente neste ano já foram registrados mais de 20 boletins de ocorrência relatando casos de vítimas que caíram no golpe.

De acordo com o delegado, chama a atenção a forma de atuação semelhante dos golpistas na maioria dos casos. “Montam empresas que seriam especializadas em consórcios e financiamentos. Nenhuma registrada adequadamente no sistema financeiro, nenhuma autorizada a funcionar. Divulgam cartas de crédito contempladas, crédito em dinheiro. Nunca há contemplação”, explica.

Segundo o delegado, as vítimas são atraídas principalmente por anúncios on line, especialmente nas redes sociais como Facebook e Instagram. “Mas também recrutam pessoas para entrar em contato com possíveis vítimas. Compram aquelas listas de contatos com dados de várias pessoas. Focam principalmente em pessoas mais simples e humildes, com o sonho da casa ou do carro próprio”, diz.

Farah afirma que o esquema acaba funcionando como uma pirâmide. “O número de vítimas se multiplica ao ponto de a Polícia Civil não conseguir atender todos os casos. Os golpistas migram de empresa em empresa, abrindo novas e mudando endereço para continuar enganando. Estima-se prejuízo acima de R$ 2,5 milhões de 2025 até agora”, revelou.

A principal orientação para evitar o golpe é não contratar serviços oferecidos informalmente, principalmente por meio de redes sociais. O delegado recomenda buscar instituições financeiras reconhecidas e registradas no Banco Central, consultar o Procon e não aceitar ofertas de intermediários desconhecidos. “Mesmo empresas com escritórios fixos devem ser verificadas. Não se deixar enganar pela fachada nem por condições ‘boas demais para serem reais’”, orienta.

Para quem já foi vítima, o delegado reforça a importância de registrar boletim de ocorrência, mas alerta para a dificuldade nas investigações. “O esquema para esconder os valores é complexo. Fica complicado colocar em prática medidas para recuperar os valores e responsabilizar os criminosos. O sistema favorece o criminoso e dificulta para a vítima e para a polícia”, afirmou.

O policial reforça que é preciso cautela ao lidar com ofertas nas redes sociais. “Infelizmente, não dá pra confiar em mais nada e ninguém. Uma sugestão seria solicitar auxílio de advogado, mas nem todos terão como recorrer a esse recurso. Até porque mesmo com empresas sérias a pessoa pode cair em alguma armadilha contratual! Muita cautela, mesmo”, finalizou.

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