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Moradores de prédio que afundou em Itajaí têm 33 horas para retirar pertences

Os 65 moradores estão retirando seus pertences em fases, de forma controlada, seguindo um cronograma definido pela Defesa Civil e outros órgãos técnicos.

30/04/2026 às 10h28
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução/Redes Sociais
Foto/Reprodução/Redes Sociais

Os moradores do prédio que afundou em Itajaí tem 33 horas para retirarem seus pertences dos apartamentos. O Edifício Irajá foi declarado colapsado após o primeiro andar ceder 30 centímetros na noite do dia 15 de abril.

Os 65 moradores estão retirando seus pertences em fases, de forma controlada, seguindo um cronograma definido pela Defesa Civil e outros órgãos técnicos. Na primeira etapa, foram retirados documentos, roupas e objetos pessoais. Na segunda fase, houve a liberação para a retirada de móveis e itens de maior porte, com apoio de caminhões de mudança.

Segundo a prefeitura de Itajaí, o proprietário do prédio é responsável por coordenar a retirada dos pertences. A liberação para acesso ao prédio ocorreu após uma vistoria técnica realizada na segunda-feira (20), com a participação da Defesa Civil, engenheiros da Univali e profissionais contratados pelo proprietário do imóvel. Durante a inspeção, foi verificado que a estrutura estava escorada, medida considerada essencial para permitir a entrada segura dos moradores.

De acordo com relatório técnico preliminar, o cenário é considerado crítico. O edifício apresenta inclinação da estrutura, afundamento do piso térreo e danos em elementos estruturais e de vedação. As possíveis causas estão relacionadas ao recalque das fundações, que pode ter sido provocado pela degradação das estacas, alterações no solo ou comprometimento da base estrutural.

Apesar de não haver registro de novas movimentações durante o monitoramento, os técnicos alertam que não há garantia de estabilidade permanente.

O prazo para a retirada total dos pertences foi formalizado por meio de ofício ao proprietário. Após esse período, um laudo técnico definitivo deverá indicar se o prédio será demolido ou se há possibilidade de recuperação, hipótese considerada improvável devido ao alto custo das intervenções necessárias.

Localizado no Centro de Itajaí, o prédio foi construído em 1975 e contava com 16 unidades residenciais. Em anúncios imobiliários, os imóveis eram descritos como amplos, com dois ou três dormitórios, alguns com suíte, além de sala de estar e jantar integradas, cozinha separada com área de serviço ventilada, sacada com vista para a Rua Brusque e uma vaga de garagem privativa. A localização era destacada como um diferencial, próxima ao Hospital Marieta, bancos e ao comércio local.

Após ceder cerca de 30 centímetros em uma única noite, com comprometimento do primeiro andar, o prédio foi evacuado às pressas. O imóvel acabou sendo condenado pela Defesa Civil, com interdição do estacionamento dos fundos e das áreas próximas, e a demolição é considerada o desfecho mais provável.

Durante a evacuação, ao menos três pessoas ficaram feridas. Entre elas, uma idosa de 78 anos sofreu fratura na perna após ser atingida por parte da estrutura. O episódio também afetou moradores com compromissos importantes, como cinco jogadoras de handebol que viviam no local e se preparavam para disputar um campeonato mundial na Macedônia do Norte, representando o Brasil.

No momento do incidente, elas deixaram o prédio às pressas e tiveram que abandonar pertences, incluindo passaportes. Pouco tempo depois, os passaportes foram recuperados e elas puderam viajar.

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