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Policial Se ferrou

Quem é o médico que atirou em policial em ação contra atestados falsos para detentos do litoral norte de SC

Gastroenterologista foi identificado como suspeito de integrar esquema de atestados falsos que beneficiava detentos em Balneário Camboriú, Itajaí e Joinville.

05/05/2026 às 12h06
Por: Carneiro News
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Marcelo Marques Costa é o médico que atirou em policial. Foto: Reprodução/ND Mais
Marcelo Marques Costa é o médico que atirou em policial. Foto: Reprodução/ND Mais

A operação “Efeito Colateral”, que investiga um esquema de emissão de atestados médicos falsos para obtenção de prisão domiciliar, teve um novo desdobramento nesta terça-feira (5) com a identificação do médico preso durante a ação.

Trata-se do gastroenterologista Dr. Marcelo Marques Costa, registrado no CRM (Conselho Regional de Medicina) como atuante em Camboriú. A informação é do apresentador do Cidade Alerta da NDTV, Nader Khalil.

Segundo apuração do jornalista Adilson de Souza, do Tribuna do Povo Itajaí, também da NDTV, o médico, que já era alvo da investigação, atirou contra um policial militar no momento do cumprimento dos mandados judiciais.

O agente atingido integra o PPT (Pelotão de Patrulhamento Tático) do 12º Batalhão da Polícia Militar. Ele foi baleado na perna, socorrido e encaminhado a um hospital. Conforme informações recentes, o estado de saúde dele é estável.

Conforme informações da Polícia Militar, ao acessarem a residência do médico investigado e se identificarem como policiais, os agentes teriam sido surpreendidos por disparos de arma de fogo efetuados pelo suspeito.

Diante da agressão, houve revide por parte da PM, visando cessar a ameaça e garantir a segurança dos demais policiais e das pessoas que estavam no imóvel.

Dr. Marcelo foi preso em flagrante e conduzido à delegacia. No local, foram apreendidas uma pistola calibre .380, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre 12, além de diversas munições e outros materiais úteis para a investigação.

Atestados fakes

A ação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), e ocorre em diversas cidades, incluindo Itajaí, Balneário Camboriú e Joinville, além de municípios do Paraná. Ao todo, 35 mandados judiciais foram expedidos, e parte deles ainda seguia em cumprimento até a última atualização.

A investigação aponta que o médico preso atuaria em conluio com uma advogada para a emissão de atestados ideologicamente falsos, simulando comorbidades graves inexistentes com o objetivo de fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar. Os documentos eram utilizados em processos envolvendo detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí.

Líderes de facção eram beneficiados

De acordo com o Gaeco, os beneficiados pelo esquema seriam, em sua maioria, lideranças criminosas que, uma vez fora do sistema prisional, frequentemente descumprem as medidas impostas pela Justiça, rompem tornozeleiras eletrônicas e passam à condição de foragidos. Também são alvos da operação pessoas que obtiveram o benefício e não cumpriram as regras estabelecidas.

Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, arquivos digitais com imagens de atestados, exames e receituários, além de registros de conversas que indicariam tratativas para a elaboração dos documentos falsos. Todo o material será submetido à perícia da Polícia Científica, responsável pela análise técnica e extração de dados que devem subsidiar o avanço das investigações.

A circunstância do disparo contra o policial será apurada em procedimento próprio, assim como a eventual responsabilização criminal pelo ato. Até o momento, não houve manifestação da defesa do médico identificado.

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