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Policial Investigação

Líder de facção que usava uniformes policiais é alvo de operação em penitenciária de Itajaí

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, um na unidade prisional catarinense e dois em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.

08/05/2026 às 09h42
Por: Carneiro News
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Foto/Divulgação/Gaeco
Foto/Divulgação/Gaeco

Um líder de facção que usava uniformes policiais foi alvo de uma operação contra facções criminosas no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. Na manhã desta sexta-feira (8), os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, um na unidade prisional catarinense e dois em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.

A ação tem o objetivo de desarticular a atuação de uma quadrilha vinculada a facções criminosas. De acordo com a apuração do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o principal investigado ocupa cargo de liderança em uma facção criminosa do Rio Grande do Sul. As investigações apontam ainda que ele integrava originalmente uma organização criminosa de São Paulo.

Líder de facção que usava uniformes policiais posava com armas

Outro criminoso investigado pelo MPSC foi condenado e cumpriu mais de 20 anos de prisão no sistema penitenciário paulista. Atualmente, ele manteria conexões com facções criminosas catarinenses.

Durante a investigação, foi apurado que o principal investigado aparece portando armas, utilizando colete balístico com identificação policial e uniformes semelhantes aos das forças de segurança de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A apuração do Ministério Público de Santa Catarina aponta também que tabletes de drogas trazem inscrições com o nome de criminosos, demonstrando o alto grau de organização e estrutura dessas facções.

A ação ocorre em apoio a um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque e ao Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas. Além dos agentes do Gaeco, participam oito policiais penais, com apoio de cães farejadores, no cumprimento dos mandados em Itajaí e Cruz Alta.

Os materiais apreendidos durante as diligências serão enviados à Polícia Científica, responsável pelos exames periciais. Com as evidências, o Gaeco dará continuidade às investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre uma possível rede criminosa.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, a investigação tramita em sigilo e, assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.

 

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