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Navio de guerra da Marinha será lançado ao mar em Itajaí

O evento de lançamento da fragata Cunha Moreira ocorre no dia 26 de junho, no estaleiro TMKS, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

15/06/2026 às 10h50
Por: Carneiro News
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Foto/Reprodução Redes Sociais
Foto/Reprodução Redes Sociais

A Marinha do Brasil vai lançar ao mar mais uma fragata da classe Tamandaré, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O evento ocorre no dia 26 de junho, no estaleiro TMKS (Thyssenkrupp), durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estado.

A fragata Cunha Moreira (F-202) está em construção no estaleiro TMKS, responsável pela produção dos oito novos navios de guerra da Força. A embarcação é a terceira a ser lançada dentro do programa de renovação da frota da Marinha do Brasil e marca o avanço do investimento bilionário feito pelo Governo Federal.

Atualmente, três fragatas já estão em diferentes estágios de produção no estaleiro em Itajaí: Jerônimo de Albuquerque (F-201), Cunha Moreira (F-202) e Mariz e Barros (F-203). A produção simultânea dessas embarcações marca o auge do programa, com entregas previstas de forma escalonada até 2029. A Fragata Tamandaré (F-200) já foi incorporada à Marinha em abril deste ano.

Navio de guerra construído em Itajaí

O programa é feito em parceria com a Sociedade Águas Azuis, formada pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS), Embraer Defesa e Segurança e Atech, sob gestão da Emgepron. Em abril, o programa foi expandido com a encomenda de outras quatro embarcações.

No contexto das operações, a fragata está preparada para conduzir missões de guerra antiaérea, antissubmarino e de superfície de forma simultânea. De acordo com o capitão de corveta Tiago Lino Henriques, essa capacidade se dá por alguns fatores principais.

“O navio possui sensores com alta capacidade de detecção e acompanhamento de contatos. Destaca-se o radar de busca volumétrica, principal sensor do navio para detectar embarcações, aeronaves e drones a longas distâncias. O navio também conta com sensores de monitoramento de guerra eletrônica. Com eles, a fragata consegue monitorar emissões eletromagnéticas e de radiofrequência. Isso permite uma consciência situacional mais aprimorada e maior capacidade de detecção antecipada desses contatos”, destaca o capitão.

Fragata tem tecnologia alemã

Essas capacidades são integradas pelo Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS) das Fragatas Classe Tamandaré, desenvolvido em parceria pela brasileira Atech e pela alemã Atlas Elektronik GmbH. O sistema reúne dados provenientes dos sensores e dos armamentos, consolidando informações para manter a consciência situacional e garantir o emprego eficiente dos sistemas de armas. O CMS utiliza algoritmos avançados para identificar e classificar ameaças, definindo a melhor combinação de sensores e armamentos para sua neutralização.

“Ele integra sensores e armas, e possui um algoritmo que, ao processar essas informações, auxilia o operador no processo decisório, permitindo identificar, classificar e engajar contatos com grande rapidez”, ressalta.

Defesa aérea e reação rápida

Na proa, o principal meio de fogo é o canhão Leonardo 76/62 mm Super Rapid, capaz de atingir até 120 disparos por minuto, com alcance eficaz de cerca de 16 quilômetros. Multifuncional, pode ser empregado contra aeronaves, mísseis e alvos de superfície, além de apoio de fogo naval.

O sistema é complementado pelo Sea Ceptor, da MBDA, que utiliza mísseis CAMM lançados verticalmente. A configuração permite engajar ameaças aéreas sem necessidade de manobra do navio, ampliando a rapidez de resposta diante de ataques simultâneos.

Na defesa de proximidade, o Rheinmetall Sea Snake de 30 mm atua como sistema CIWS (Close-In Weapon System), voltado a ameaças assimétricas, como embarcações rápidas, drones e aeronaves de baixa altitude.

O conjunto é reforçado por metralhadoras FN Herstal Sea Defender de 12,7 mm, operadas remotamente, com estabilização e rastreamento automático.

Capacidade antinavio e guerra submarina

No combate antinavio, a fragata pode empregar o sistema ITL 70A, apto a lançar o míssil francês Exocet MM40 ou o MANSUP, desenvolvido pela indústria de defesa brasileira. A combinação amplia a flexibilidade tática em cenários de superfície.

Já na guerra antissubmarino, cada unidade conta com o sistema SEA TLS-TT, com dois lançadores triplos para torpedos MK46 ou MK54. O sonar de casco Atlas Elektronik ASO 713 opera de forma ativa e passiva para detectar, classificar e acompanhar submarinos, torpedos e minas.

A proteção contra ameaças guiadas é reforçada pelo sistema Terma C-Guard, responsável pelo lançamento de iscas em 360 graus para confundir sensores por radiofrequência ou infravermelho.

Sensores e superioridade situacional

O radar volumétrico Hensoldt TRS-4D Rotator é capaz de detectar alvos aéreos e de superfície e acompanhar até mil contatos simultaneamente. Já o radar Thales STIR 1.2 é dedicado ao controle de armas e mísseis de defesa aérea.

As alças optrônicas Safran Paseo XLR permitem vigilância diurna e noturna sem emissão eletromagnética, recurso estratégico em cenários de guerra eletrônica. Nesse campo, o sistema brasileiro MAGE MB Omnisys Defensor MK3 identifica emissões de radares adversários e auxilia na caracterização de plataformas hostis.

Alcance ampliado pelo ar

O poder de fogo da fragata vai além do casco. O navio de guerra opera o helicóptero SH-16 Seahawk, equipado com sonar, radar e armamentos como torpedos e mísseis ar-superfície. Também pode empregar o VANT ScanEagle em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, ampliando o alcance de detecção e resposta.

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