
O Tribunal do Júri da Comarca de Itajaí julga amanhã (2), a partir das 9h, o jovem Walter Alexandre Gonçalves e Fábio Araújo denunciados pelo MPSC Ministério Público de Santa Catarina pelas mortes de Susimara Gonçalves de Souza e Pedro Ramiro de Souza. O duplo homicídio aconteceu no dia 23 de novembro de 2024, no bairro Espinheiros, em Itajaí.
De acordo com, o MPSC, os réus, Walter (filho de Susimar) e Fábio (cunhado de Walter) agiram em conjunto e de forma previamente planejada, na noite do dia 23. Eles teriam invadido a residência do casal por volta das 22h20 e permanecido escondidos no imóvel por mais de duas horas, aguardando a chegada das vítimas.
Segundo a investigação, a dupla usou o controle remoto do portão da casa para acessar o imóvel sem levantar suspeitas. Eles pararam uma moto a dois quilômetros de distância da casa para dificultar a identificação de vizinhos ou da família e seguiram até o imóvel.
Mata leão
Os acusados teriam matado o casal por asfixia. Na sequência, levaram celulares e alianças das vítimas e alteraram a cena do crime para simular um assalto, com o objetivo de dificultar as investigações.
O suspeito ainda falou que teria negociado um valor de R$ 10 mil com o cunhado para a participação no crime. Ao ser questionado sobre como ele teria matado o padastro, Walter respondeu que teria usado um “enforca gato”, ou um “mata leão”, que é um golpe de estrangulamento.
Denúncia do MP
Ainda conforme a denúncia, a motivação teria sido patrimonial. O MP sustenta que o filho planejou o duplo homicídio para antecipar o recebimento da herança da mãe e do padrasto e contou com a participação do cunhado na execução dos dois.
A dupla responde pelos crimes de feminicídio qualificado contra a mãe, homicídio qualificado contra o padrasto e fraude processual. As qualificadoras incluem asfixia, emboscada e, no caso do homicídio do padrasto, motivo torpe.
Com a língua nos dentes
Era por volta da 1h quando uma motorista de aplicativo foi chamada. Ela percebeu que era o endereço ligado a Susimara e Pedro, encontrados amordaçados e mortos. Os homens saíram do imóvel carregando vários itens, inclusive duas TVs. Eles exigiram que a mulher os levasse até o bairro Cordeiros, onde um Passat os aguardava.
Durante o trajeto, a motorista ouviu que um deles seria dono de um bar na Vila Miséria. Com essas informações, a PM conseguiu localizar e prender a dupla em flagrante. Os itens furtados da casa das vítimas de assassinato ainda estavam com eles quando foram localizados.
Confissão
Os acusados contaram à PM que entraram na casa, separaram os objetos, comeram o que tinha na geladeira e até a dormiram no local enquanto guardavam a chegada do resgate. Como estava demorando muito, um deles decidiu chamar um carro de aplicativo para tirar eles do local e levá-los até o bairro Cordeiros, onde o Passat o esperava. Depois, iriam levar os itens até um bar na Vila da Miséria. A dupla foi levada para a delegacia.
Mentiu
Susi e Ramiro estavam juntos há 11 anos. Os corpos deles foram encontrados pelo filho dela, que disse estranhar o sumiço do casal. Mas na verde ele cometeu o crime.




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