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Penha, SC

Policial Investigação

Polícia concluiu que menor fez ultrapassagem proibida e causou acidente que matou músico em Penha

Polícia Civil vai apurar também a responsabilidade do pai da adolescente. Mesmo sem carteira, suspeita-se que a adolescente sempre usava a moto do pai.

09/10/2026 às 16h19
Por: Carneiro News
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Antônio Roger, de 35 anos, morreu no dia 12 de setembro na Rua Porto Alegre - Foto/Reprodução Social
Antônio Roger, de 35 anos, morreu no dia 12 de setembro na Rua Porto Alegre - Foto/Reprodução Social

A Polícia Civil de Penha concluiu a investigação do acidente que matou o músico e professor de física Antônio Roger, de 35 anos, no dia 12 de setembro, na rua Porto Alegre, na Praia Alegre. A apuração apontou que uma adolescente de 16 anos fez uma ultrapassagem proibida e provocou a colisão entre duas motos, além de conduzir sem carteira de motorista a moto do pai.

Segundo a investigação, mesmo sem carteira de motorista, a jovem pilotava a moto Yamaha 900cc na contramão, em um trecho com faixa contínua, quando atingiu a Honda Biz conduzida por Antônio, que fazia uma conversão à esquerda. O professor morreu no acidente. A mãe dele, Claudete Nagel, de 58 anos, estava na garupa e sofreu ferimentos graves. Ela está internada no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, com múltiplas fraturas, entre elas cinco costelas, além de ferimentos na coluna, perna e mão.

Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas ajudaram a esclarecer a dinâmica do acidente. A polícia também constatou que a adolescente, que não tinha habilitação, costumava pilotar a moto nas ruas e deixou o local após a colisão, antes da chegada do socorro e da polícia.

A Polícia Civil apontou cinco atos infracionais análogos a crimes de trânsito: homicídio culposo, lesão corporal culposa, omissão de socorro, fuga do local do acidente e direção sem habilitação. Também foi aberta uma investigação para apurar a responsabilidade do pai, que permitia que a adolescente usasse a motocicleta mesmo não tendo carteira de motorista.

A conclusão da investigação ocorre após cobranças da família de Antônio, que criticou a demora na apuração e entregou imagens e informações de testemunhas à polícia. A irmã da vítima, Lua Roger, também questionou a versão de que a adolescente teria pegado a moto sem autorização dos pais – o que a investigação mostrou ser uma prática corriqueira da adolescente. Os procedimentos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

 

 

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