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Descontentamento: Rumores sobre greve dos caminhoneiros em SC aumentam após alta dos combustíveis

Descontentamento: Rumores sobre greve dos caminhoneiros em SC aumentam após alta dos combustíveis

13/03/2022 às 10h23 Atualizada em 13/03/2022 às 13h23
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Caminhoneiros estão em crise novamente e rumores de greve voltam a SC – Foto: Divulgação/RIC Mais SC
Caminhoneiros estão em crise novamente e rumores de greve voltam a SC – Foto: Divulgação/RIC Mais SC

13.03 - O aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobras na quinta-feira (10) levantou rumores de greve de caminhoneiros em Santa Catarina. A alta foi de 18,8% para a gasolina, 16,1% para o gás de cozinha e 24,9% para o diesel nas refinarias.

Mesmo assim, não há nada definido, segundo sindicatos e entidades do setor. Conforme o presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Navegantes e Região) Vanderlei de Oliveira, é preciso analisar a chance de as empresas também aderirem a uma possível paralisação.

“Tem que medir se as empresas também vão aderir ou se são só os autônomos, se vai ser alguma coisa parecida com 2018 ou não. Rumores têm, mas não tem nada definido ainda”, diz.

Oliveira afirma que está em contato com outros representantes da categoria, tanto de Santa Catarina quanto do Rio Grande do Sul e do Paraná, para avaliar o cenário.

O presidente da Fecam (Federação Dos Caminhoneiros Autônomos), Francisco Biazotto, também afirma que não há nada confirmado até o momento.

Repasse de aumentos

Em nota, a Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina) afirma que é necessário repassar os aumentos.

“O aumento de hoje do preço do diesel, da ordem de 24,9%, acarreta a necessidade de reajuste adicional no frete de, no mínimo, 8,75%, fator este que deve ser aplicado emergencialmente nos fretes, acumulando um reajuste total de 28,96% na carga fracionada e 38,82% na carga lotação”, diz um trecho.

Além disso, reitera ainda “a importância do transportador negociar a inclusão nos contratos antigos e colocar nos novos contratos um gatilho para os aumentos do diesel”.

O presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, diz que não concorda com a política de preços da Petrobras, influenciado pela variação do mercado internacional, mas reitera a necessidade do repasse.

Além disso, Rabaiolli reforça que é necessário que o valor do frete pago aos autônomos também precisa aumentar. “Eles também não conseguem sobreviver e continuar na atividade se não tiverem esse repasse.”

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