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QUEIMA DE ARQUIVO: LÍDER DE FACÇÃO CRIMINOSA GAÚCHA É EXECUTADO A TIROS EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ

QUEIMA DE ARQUIVO: LÍDER DE FACÇÃO CRIMINOSA GAÚCHA É EXECUTADO A TIROS EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ

26/02/2020 às 11h01 Atualizada em 26/02/2020 às 14h01
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Foto: Reprodução
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26.02 - Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, o Magrão, foi assassinado a tiros no domingo, por volta das 21h30. O crime aconteceu no bairro Pioneiros, em Balneário Camboriú. Magrão tinha escapado de um atentado, no começo do mês, em Camboriú.

Segundo a polícia Militar, ele tinha mais de 30 passagens pela polícia e veio do Rio Grande do Sul, onde pertencia a facção criminosa “Bala na Cara,” de Porto Alegre.

Na noite de domingo, Magrão chegava em casa num carro de aplicativo, na rua Justiniano Neves, quando foi assassinado por ocupantes de outro veículo. Os quatro ocupantes do carro mandaram cerca de15 tiros contra a vítima.

Magrão estava com a perna esquerda engessada do atentado que sofreu no primeiro final de semana de fevereiro, bem em frente da boate Zen, em Camboriú. Ele morava há cerca de uma semana na rua onde foi morto. A perícia do IGP constatou que cinco disparos acertaram a cabeça dele. Magrão teria sido executado porque delatou o bando do Rio Grande do Sul.

Apesar de ter feito parte da facção criminosa “Bala na Cara”, Magrão começou a denunciar o grupo em 2017. Depois de ter executado um amigo, que também fazia parte da facção, Magrão sentiu que poderia ser a próxima vítima.

O cara procurou a polícia e começou a delatar os antigos colegas de facção. Ele ajudou a polícia Civil e o ministério Público a esclarecer mais 60 assassinatos. Logo após as delações, Magrão fez parte do programa de proteção a testemunhas e vagou por diversos estados até janeiro de 2020, quando pediu para sair do programa de proteção.

Extraoficialmente, um dos policiais envolvidos nas investigações afirma que as delações de Magrão resultaram em mais ordens de prisão do que a Lava-Jato.

Foto e fonte: Diarinho

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