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Balneário Piçarras - Trio acusado de assassinar Débora Custódio Arruda vai a júri popular

Balneário Piçarras - Trio acusado de assassinar Débora Custódio Arruda vai a júri popular

15/12/2022 às 09h49 Atualizada em 15/12/2022 às 12h49
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Débora teria dado carona para moradores de rua no bairro Itacolomi e ficou desaparecida – Foto/Arquivo
Débora teria dado carona para moradores de rua no bairro Itacolomi e ficou desaparecida – Foto/Arquivo

15.12 - Três homens acusados de homicídio qualificado contra Débora Custódio Arruda, 56 anos, em maio deste ano, em Balneário Piçarras, irão a júri popular. A informação é do juiz Luiz Carlos Vailati Júnior, titular da 2ª Vara da Comarca local, ainda com data a ser definida.

O crime ocorreu em maio deste ano, quando Débora deu carona inicial a um dos acusados Débora Custódio Arruda de Moura, 24 anos, no bairro Itacolomi. O carro da vítima foi encontrado dias após em Guaratuba, Paraná. Já o corpo foi localizado na região do bairro Vila Nova, em Joinville, descoberto por um cachorro, dois meses após o desaparecimento, em avançado estado de decomposição.

Debora deu carona a um dos três e em seguida e em seguida, ainda em Balneário Piçarras teria dado carona para os outros dois acusados. circulou inicialmente por Balneário Piçarras. O trio, junto da vítima, alega ter consumido álcool e drogas, e tomou o volante de Débora. Ela teria sido estrangulada em Barra Velha. Mais tarde, o corpo de Debora foi deixado no bairro Vila Nova, próximo da BR-101.

Prisão

Semanas depois do crime Meirisson de Moura, 24 anos, um dos acusandos, buscou atendimento em uma clínica de reabilitação de dependentes químicos na cidade de Guaratuba, no Paraná. Ele alegou ter se arrependido do homicídio, confessou o crime para um pastor, que o levou até a delegacia. A partir da confissão e das provas colhidas pela investigação da Polícia Civil de Balneário Piçarras, os réus foram presos cerca de um mês depois do crime e permanecem detidos.

Meirisson alegou que os outros dois envolvidos não teriam participação na execução da moradora, e que disse a eles que ela seria sua “esposa”, tinha tomado remédios e estava dormindo. Mas a justiça tem outro entendimento. Investigações apontam que todos participaram em algum grau da morte da vítima.

Ajuda fatal

Na ocasião do crime, familiares informaram quem Débora estava num supermercado no bairro Itacolomi, comprando alimentos para moradores de rua, quando foi abordada pelo futuro assassino. Nesse momento que ela teria dado carona a Meirisson, que seria andarilho. Uma cadelinha da vítima inclusive estava no carro, e foi resgatada na região onde o veículo foi encontrado, em Guaratuba.

Meirisson alegou que Débora teria usado bebidas e drogas com ele. O autor do crime tem diversas passagens por furto, roubo, receptação, ameaça, desacato e homicídio, além de dois mandados de prisão cumpridos entre 2015 e 2020.

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