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Policial Operação Fênix

Pirâmide Financeira – Dois irmãos que tinham hotel de fachada para lavar dinheiro são presos pela Polícia Civil

Os líderes do esquema foram presos na praia Brava, em Itajaí e em Balneário Camboriú.

02/03/2023 às 18h11 Atualizada em 02/03/2023 às 18h24
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foi apreendido um Maserati, avaliado em meio milhão de reais, e R$ 130 mil em dinheiro – Foto/Reprodução
Foi apreendido um Maserati, avaliado em meio milhão de reais, e R$ 130 mil em dinheiro – Foto/Reprodução

02.03 - Dois irmãos líderes de um grupo criminoso foram presos em Itajaí e Balneário Camboriú em uma operação que combate a lavagem de dinheiro arrecadado em esquemas de pirâmide financeira. O líder do bando era W.V.M., de 43 anos, foi preso no Edifício Falcon Tower, na área central de Balneário Camboriú. O irmão dele, M. K.V.M., de 30 anos, teve a ordem de prisão cumprida no Edifício Brava Hill, na Praia Brava.

De acordo com a polícia, os investigados mantinham uma vida de luxo bancada a partir de golpes que fizeram milhares de vítimas. Na operação ainda foi apreendido um Maserati, avaliado em meio milhão de reais, e R$ 130 mil em dinheiro. A investigação mostrou que o grupo usava um hotel de BC para lavar dinheiro.

Segundo o delegado Osnei Valdir de Oliveira, que coordenou a operação em SC, os alvos mantinham uma vida de milionários no estado e ostentavam nas redes sociais, com carrões de luxo e passeios em lanchas. O objetivo era atrair ainda mais investidores para supostos investimentos na bolsa. O negócio não passava, contudo, de uma pirâmide financeira pra captar valores para a compra de criptomoedas.

A operação Fênix, da Polícia Civil, coordenada por Brasília, cumpriu seis ordens de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão no Distrito Federal e em Itajaí e BC. Aqui foram cumpridas as duas prisões e mais três de busca e apreensão nos imóveis dos investigados. No DF foram cumpridas outras oito ordens de busca e apreensão e quatro de prisão.

A polícia revelou que o grupo tentava dar uma cara lícita para o dinheiro criando empresas de fachada, como uma construtora, holding, hotel, financeira e até um hotel em Balneário Camboriú. As empresas foram criadas desde 2019 e estavam em nome de laranjas.

Três dos investigados já tinham condenações anteriores por crime de pirâmide financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os crimes foram descobertos em 2017 na operação Patrik, que criou a moeda virtual denominada Kriptacoin e gerou prejuízos a quase 800 vítimas.

Nesta operação, os investigados respondem por lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica.

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