
08.04 - Um padre da Paróquia de Camboriú, com identidade não divulgada, teve seu afastamento revogado e voltará a exercer suas funções sacerdotais. Ele foi acusado de abusar de crianças, mas após investigações da polícia, o delegado de Polícia Civil, Ricardo Saroldi, arquivou o caso por inexistência de fato.
A investigação da Polícia Civil conseguiu chegar na origem das denúncias e pôde confirmar que as alegações não eram verdadeiras. Várias testemunhas foram ouvidas, inclusive outros padres e pessoas da comunidade religiosa.
O promotor do caso, Dr. Luis Felipe de Oliveira Czesnat, seguiu o parecer conclusivo da Delegacia e pediu a baixa do procedimento, o que foi acatado pela Juíza Naiara Brancher da Vara Criminal de Camboriú.
Após a Arquidiocese ter recebido as informações da justiça pública, decidiu restabelecer as funções sacerdotais públicas do Padre afastado.
O advogado de defesa, Guilherme Campestrini, relatou que os autores das denúncias agiram em conluio para prejudicar o padre. “Os denunciantes eram pessoas próximas do padre. Ele se horrorizou ao saber o que fizeram. Chegaram a espalhar via WhatsApp uma montagem com a foto do dele. Foram meses sofrendo até que, enfim, conseguimos pôr um fim nesta história”, explica Campestrini.
Entenda o caso
Em 21 de outubro do ano passado o portal Carneiro News, tendo como fonte o Portal ND+ publicou reportagem sobre o fato, divulgando a existência do inquérito.
Na época o padre de Camboriú foi afastado de suas atividades após denúncias anônimas de que ele estaria abusando de crianças. A Polícia Civil da cidade instaurou inquérito policial, no entanto não há nenhuma testemunha ou provas do crime.
A denúncia foi feita de forma anônima, informada sobre as suspeitas de abuso infantil por parte do sacerdote, a Diocese da Igreja Católica decidiu por afastar o padre das atividades até que as investigações fossem concluídas.
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