
27.04 – Um boi da raça Nelore foi resgatado pela equipe do Grupo de Operações e Resgate (GOR), na madrugada de hoje, no bairro Bombas, em Bombinhas, durante a prática proibida da farra do boi. O animal teria fugido dos farristas e invadido residências
Durante a madrugada, a Polícia Militar de Bombinhas foi acionada para atender a uma ocorrência de maus-tratos ao animal no final da Rua Caboclinho, bairro Bombas. Cerca de dez farristas participavam da “farra”. Todos conseguiram fugir e não foram identificados.
O animal estava sendo perseguido e maltratado. Ele invadiu pátios de residências do bairro e colocou em risco a integridade física de populares. No local, os policiais encontraram o boi, que apresentava ferimentos, em um pasto.
Apesar da ação rápida da PM, nenhum dos envolvidos no caso de maus-tratos ao animal foi preso. A polícia segue investigando para identificar farristas.
Prática proibida
A farra do boi, embora tenha uma origem de cunho cultural é proibida por lei desde 1997. A prática que consiste em perseguir, espancar e mutilar um boi, geralmente em locais públicos, como ruas e praças. No ritual, o boi é visto como o representante de Judas, o traidor de Cristo, e a simbologia religiosa faz com que os farristas tenham carta branca e atuem sem culpa contra o animal.
A tradição criada por portugueses se iniciou no arquipélago do Açores (Portugal) e foi trazida ao Brasil há duzentos anos, ganhando popularidade entre os cristãos.
Multa
A multa para quem pratica a "farra do boi" em território catarinense está prevista na Lei nº 17.902 e pode chegar a R$10 mil para promotores e divulgadores, além de R$1 mil para cada um dos demais participantes identificados. O descumprimento da lei também gera penalidades previstas nas legislações federais.
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