
01.11 - Após a repercussão de suposta “expulsão” de aproximadamente 30 pessoas em situação de rua de Itajaí, pela PM (Polícia Militar) na madrugada de ontem (31), o órgão apresentou uma nota informando que a ação foi feita sem qualquer planejamento “à revelia e sem conhecimento de do Comando do Batalhão”.
Por meio de nota, assinada pelo Comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar, Ciro Adriano da Silva, a PM defende que a ação que escoltou pessoas de Itajaí a pé até o km 127 pela BR-101, “não se tratava de uma operação policial institucional e integrante de planejamento prévio”.
O documento informa ainda que as operações pela Polícia Militar que tem como foco as pessoas em situação de rua são realizadas em conjunto com outros órgãos, em especial a Assistência Social, a fim de assegurar as garantias fundamentais e dar o correto encaminhamento dentro do rol de direitos que estas pessoas possuem.
“Por fim, ressaltamos que este fato será apurado mediante IPM (Inquérito Policial Militar), para saber os motivos em que tal situação ocorreu; bem como, após a conclusão das devidas investigações, os responsáveis possam ser identificados e devidamente responder perante a legislação vigente a cerca de seus atos”, finaliza a nota.
Relembre a suposta expulsão de pessoas de Itajaí
A secretaria de assistência social de Balneário Camboriú e acolhimento social de Itajaí amanheceram com os relatos de aproximadamente 30 pessoas que afirmam que foram “expulsas e agredidas” por policiais militares na madrugada desta terça-feira.
O grupo foi escoltado e obrigado a caminhar pela BR-101 de Itajaí até o km 127 da rodovia, enquanto eram agredidos pelos policiais. “Uma equipe foi enviada e vai atender todos que estão ali, se forem de Itajaí eles terão cadastro conosco”, destacou Amarildo, coordenador da abordagem social de Itajaí.
Christina Barrichelo, assistente social de Balneário Camboriú, conversou com a equipe na NDTV Record e descreveu a cena com a qual se deparou na manhã desta terça-feira.
“Eram aproximadamente 40 pessoas que estavam gemendo e disseram que foram espancadas, que levaram cassetetes por todo corpo. É uma situação inusitada, primeira vez que nos deparamos com uma cena dessas. Eles mencionaram uma operação Tadeu, onde 5 a 7 viaturas iam recolhendo pessoas em bairros da cidade de Itajaí e disseram que eles poderiam ir literalmente para o inferno, para qualquer lugar, Balneário Camboriú ou qualquer outro lugar, mas não poderiam voltar a Itajaí”, descreveu Barrichelo.
“O que vimos aqui foi uma situação muito difícil, onde essas pessoas foram espancadas, maltratadas, mas nós precisamos averiguar o fato para saber o que aconteceu”, destacou a assistente social de Balneário Camboriú.
Todas as mais de 40 pessoas envolvidas foram entrevistadas e pertencem de alguma forma a Itajaí, algumas em situação de rua há mais de 5 anos na cidade, outras com famílias em Itajaí, mas que vivem em vulnerabilidade social.
De imediato, a assistência social de Balneário Camboriú entrou em contato com a pasta de Itajaí e foram atendidas pela equipe de abordagem social de Itajaí.
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