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Conta de luz fica mais cara a partir desta sexta-feira em Santa Catarina

Reajuste foi publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Conta de luz vai ficar mais cara em SC com reajuste 2,3 vezes maior que a inflação. Consumidores residenciais vão pagar 12,3% a mais.

21/08/2025 às 11h56
Por: Carneiro News
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Foto/Ilustrativa
Foto/Ilustrativa

21.08 - A diretoria colegiada da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, ontem (19), o reajuste anual nas tarifas da Celesc, com aumento de 12,3% na tarifa de consumidores residenciais, vigente a partir da próxima sexta-feira (22). Para consumidores de baixa tensão (principalmente comércios e pequenas indústrias), o aumento médio será de 12,41%. Já para alta tensão (grandes indústrias), será de 15,8%.

O reajuste de 12,3% para consumidores residenciais é 2,3 vezes maior do que a inflação acumulada em 12 meses, que foi de 5,23%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor também é quase o triplo do aumento do ano passado, quando foi de 4,19% para consumidores residenciais.

Em nota, a Celesc informou que o reajuste é “abaixo da média nacional e segue acompanhando a inflação”. Segundo a empresa, o fator que mais pesou para o reajuste “foi o aumento dos encargos setoriais, que não são controlados pela Celesc, são repassados obrigatoriamente aos consumidores e não ficam com a distribuidora catarinense”. (veja a nota completa abaixo)

O que diz a Celesc

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou nesta terça-feira (19) o reajuste anual da tarifa da Celesc. O aumento médio para os consumidores será de 13,53%, válido a partir do dia 22 de agosto de 2025 em toda a área de concessão da distribuidora. Sem os encargos setoriais, que não ficam com a companhia, a atualização no valor da tarifa de energia seria de 5,67%.

Mesmo com o reajuste, a tarifa residencial da Celesc continua abaixo da média nacional e segue acompanhando a inflação. O novo valor acumulado também está inferior ao IGPM — índice que mede a variação dos custos para o produtor, consumidor e construção civil —, considerando os últimos quatro anos.

O aumento nas tarifas é diferente de acordo com o perfil de consumo:

Residências comuns (mais de 90% dos clientes da Celesc): 12,3%

Clientes do Grupo A (alta tensão – grandes indústrias): 15,8%

Clientes do Grupo B (baixa tensão – pequenos comércios e áreas rurais): 12,41

Entenda o que compõe a conta de luz

Parcela A: montante arrecadado na fatura, mas que a Celesc apenas repassa a outros agentes do setor, como geração e transmissão da energia, além de encargos setoriais.

Parcela B: montante que cobre os custos operacionais da própria Celesc, como manutenção da rede, investimentos e custos operacionais.

Hoje, de cada R$ 100 pagos na conta de luz, somente R$ 15,80 ficam com a Celesc para cobrir seus custos e investimentos.

Principais motivos para o aumento

A maior parte do reajuste homologado este ano foi causada por aumentos nos encargos setoriais, que fazem parte da Parcela A e não são controlados pela Celesc. Esses encargos são repassados obrigatoriamente aos consumidores, conforme definido por normas do setor elétrico.

A Parcela B, referente às despesas operacionais e de infraestrutura da Celesc, teve impacto de apenas 1,04% no reajuste médio.

O principal fator que pressionou a tarifa em 2025 foi o aumento de 36% no valor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), em relação ao valor de 2024. Esse fundo federal financia diversos programas e subsídios do setor elétrico, como:

Vale lembrar que, em 2023, os consumidores industriais tiveram uma redução média de 0,81% na tarifa, enquanto os residenciais receberam um reajuste de 3,64%, abaixo da inflação do período, que foi de 3,99%.

Já em 2024, o reajuste foi de 0,75% para clientes industriais e de 4,19% para residências, pequenos comércios e consumidores rurais (baixa tensão), resultando em um aumento médio geral foi de 3,02%, com uma inflação de 4,5% no período.

Portanto, o principal responsável pelo valor do reajuste tarifário estipulado pela ANEEL para o ano de 2025 foi o aumento dos encargos setoriais, que não são controlados pela Celesc, são repassados obrigatoriamente aos consumidores e não ficam com a distribuidora catarinense.”

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