
05.09 - Um empresário e outras duas pessoas foram presas nesta sexta-feira (5) suspeitas de participarem de esquema que desviou dinheiro de doações feitas na fatura da Celesc. Segundo a Polícia Civil, em dois anos e meio, apenas R$ 800 mil foram doados, enquanto R$ 4 milhões foram desviados.
Conforme o delegado Rafaello Ross, as doações eram feitas pela fatura da Celesc e doados para hospitais da região de Joinville e Blumenau, por exemplo. As entidades tinham convênio com a empresa de energia elétrica para fazer a arrecadação de valores, entretanto, eles estavam sendo desviados. Segundo o delegado, uma das instituições que deixaram de receber os recursos foi o Hospital Bethesda.
“Nós identificamos na investigação que as empresas intermediárias que fazem aquele contato com os consumidores da entidade da Celesc, eles acabavam desviando os valores que eram destinados a essas instituições. Nós apuramos que em dois anos e meio foram destinados aos hospitais em torno de R$ 800 mil, ao passo que essas empresas intermediárias acabaram ficando com R$ 4 milhões, o que revela uma fraude na destinação dessas doações. Os hospitais são prejudicados, porque recebem muito menos do que deveriam”, revela o delegado.
Nesta sexta-feira, foram cumpridos três mandados de prisão e 16 de busca e apreensão, inclusive nos hospitais, nos setores administrativos, para que a polícia investigue a extensão do esquema criminoso.
“Os mandados dentro desses hospitais e na própria no setor de arrecadação é para arrecadar prova documental, dados e informações para entender todo o esquema criminoso, os valores efetivamente desviados, como funcionava o esquema e pessoas que ainda estejam eventualmente envolvidas com essa articulação criminosa”, explica Ross.
Inclusive, o delegado explica que, em alguns casos, muitos consumidores não tinham autorizado o desconto na fatura da energia e, ainda assim, a empresa intermediária fazia os descontos.
Bens dos investigados foram bloqueados, incluindo os R$ 4 milhões desviados, além de imóveis, dados telemáticos, fiscais e bancários. Foram apreendidos veículos e uma embarcação.
Conforme o delegado, as três pessoas presas são de Joinville e devem responder pelos crimes de estelionato por meio eletrônico, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O empresário, alvo principal operação, foi preso no bairro Bucarein.
Ao todo, cerca de 50 policiais civis de Joinville, Blumenau, Brusque e Florianópolis participaram da operação.
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