
O edifício Irajá, no final do beco da rua Almirante Barroso, no Centro de Itajaí, foi lacrado de vez pela Defesa Civil na manhã desta quinta-feira, após o avanço das rachaduras, conforme avaliação de técnicos da prefeitura. O edifício que cedeu e afundou na quarta-feira à noite continua estralando e está se inclinando para os fundos. Durante a madrugada, o prédio cedeu cerca de um centímetro.
“Não tem como ninguém entrar aí, nem mais o pessoal da Defesa Civil. Já pedi para isolarem as portas, pra ninguém mais entrar, porque o primeiro que temos que fazer é preservar as vidas”, comentou o vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti (PL), que acompanhou a situação no local e conversou com moradores. À tarde, a prefeitura faz reunião com órgãos municipais pra discutir medidas para o local.
A princípio, a avaliação da engenharia apontou necessidade de escorar o prédio por dentro, andar por andar, pra estabilizar a estrutura. Com a garantira de segurança, seria permitida a entrada de famílias, uma por vez, ao edifício, pra retirada de pertencess. “Depois, nós vamos continuar monitorando, porque há outro risco além de o prédio entrar em colapso: é que ele está cedendo para trás, e nós temos outro prédio atrás”, alerta.
O futuro do prédio será avaliado após a retirada de pertences dos moradores, inclusive a possibilidade de demolição. “Aí cabe ao proprietário fazer o contrato da empresa que vai tratar disso com ele”, ressaltou Rubens. O imóvel pertence à família Müller, que tem residência na esquina do beco com a rua Almirante Barroso.
Retirada de pertences pela manhã
Durante os trabalhos de avaliação de engenharia e da Defesa Civil pela manhã, o município autorizou a retirada de pertences das famílias pelos bombeiros e agentes da Defesa Civil. Foi dado prioridade pra itens como remédios, chaves, documentos e roupas, que estivessem próximos às janelas.
As pessoas não entraram no prédio, apenas orientaram os agentes onde encontrar os pertences. A retirada seguiu até a determinação de que o edifício seria lacrado devido aos riscos estruturais. A permissão pra entrada dos moradores só será possível quando o escoramento deixar o prédio seguro. “A gente estava tirando aqui nos primeiros andares e nas janelas, mas o prédio está estralando”, comentou o vice-prefeito.
O edifício Irajá cedeu e afundou na noite de quarta-feira, por volta das 21h30. Os moradores saíram às pressas e só com a roupa do corpo. Três pessoas tiveram ferimentos leves devido à quebra de vidros. As famílias foram inicialmente acolhidas em abrigo no salão paroquial da igreja Matriz, mas a maioria seguiu depois pra casa de parentes e amigos. Quatro moradores estão na Casa de Apoio do município.
O prédio é formado por um bloco único de 16 apartamentos em quatro andares. No local moravam 65 pessoas. Os apês são alugados e apenas um estava vago, sem morador. Segundo a Defesa Civil, o edifício tem 62 anos.








Flagrante Nove pessoas são encontradas em situação de trabalho escravo em Itajaí
Siri Mecânico Nelson Abrão lança livro sobre time histórico do Marcílio Dias dos anos 80
Suposto sequestro Homem é levado por trio encapuzado no bairro Santa Regina em Itajaí
Mín. 16° Máx. 18°

