
Um dia após comunicar o encerramento da pesca de arrasto de tainha em Santa Catarina em função do atingimento de 90% da cota para a safra 2026, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) convocou uma reunião emergencial do Grupo de Trabalho GT Tainha para tratar do assunto. O encontro será virtual e está marcado para às 14h.
As cotas existem desde 2018, mas na modalidade de arrasto começou no ano passado. O sistema tem o objetivo de garantir a pesca do futuro, de forma sustentável e sem ameaça de extinção.
A cota da pesca de arrasto em 2026 é de 1332 toneladas. O teto, 90%, já foi ultrapassado, com 1211 toneladas capturadas (91%). No ano passado, a cota foi de 1250 toneladas e o efetivamente pescado, 1041 toneladas.
“Nós fomos surpreendidos com o anúncio do encerramento da pesca de arrasto em Santa Catarina. Defendemos um remanejamento da cota. A pesca artesanal é secular e nunca houve problema ou ameaça. Existe uma oscilação natural, ora o peixe se afasta ou se aproxima da costa. Para esse tipo de pesca artesanal, por esses anos todos, não precisava de cota”, disse o Secretário Executivo da Aquicultura e Pesca (SC), Fabiano Müller Silva, que é Engenheiro Agrônomo e Doutor em Aquicultura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pesquisador de carreira da Epagri desde 2007, com trajetória no Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Cedap).
Para o professor da Univali dos Cursos de Oceanografia, Biologia e Engenharia Ambiental e Sanitária, Paulo Ricardo Schwingel, acredita que o estabelecimento de cotas é fundamental para garantir a pesca do futuro.
“No caso da tainha nós estamos explorando comercialmente a atividade pesqueira exatamente quando ela está no período reprodutivo. Desde a implementação das cotas, há cinco anos, as safras estão mais estáveis”, destacou o pesquisador.
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