
O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria recebido ajuda de um ex-agente do Mossad, agência de inteligência de Israel, durante a fuga do Brasil com destino aos Estados Unidos, após a derrota para Lula (PT) nas Eleições 2026. O ex-oficial, identificado como Menachem Booky Halevy, chegou ao Brasil em 19 de outubro, cinco dias antes do segundo turno.
As informações da ajuda recebida por Flávio Bolsonaro foram reveladas pela TV Globo, neste domingo (1º). Os bastidores da operação de fuga dão conta de que o senador passou 40 minutos na Argentina antes de partir para o Equador e depois para os Estados Unidos. Ele estava proibido de deixar o país após a ter a retenção dos passaportes a mando de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Menachem Booky Halevy atuou como agente do Mossad, uma das mais prestigiadas agências de inteligência no mundo. A instituição responde diretamente ao primeiro-ministro de Israel, cargo atualmente ocupado por Benjamin Netanyahu.
De acordo com o Fantástico, Halevy desembarcou no Brasil em outras três oportunidades em 2026: a primeira dia 16 de fevereiro: Roma-São Paulo; a segunda 23 de fevereiro: Lisboa-Brasília; e a terceira 16 de abril: Miami-São Paulo).
Ainda não se sabe exatamente o papel do ex-agente da Mossad na fuga de Flávio Bolsonaro na terça-feira (27). Ele, contudo, estaria em uma das vans que atravessaram a fronteira do Brasil com a Argentina em direção a Puerto Iguazu, de onde partiu o avião com Flávio Bolsonaro, a esposa, Fernanda Bolsonaro, e suas duas filhas menores de idade. A suspeita é de que ele teria trabalhado na rota de fuga.
Halevy deixou o Brasil na quinta-feira (29). Ele seguia em direção à Colômbia, quando foi abordado pela Polícia Federal (PF) no aeroporto de Guarulhos. Após prestar depoimento, foi liberado e comprou passagem para os Estados Unidos.
Custo de voo de Flávio teria intermediado pelos EUA
O voo do senador Flávio Bolsonaro foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico, por meio de uma conta nos Estados Unidos.
A informação foi confirmada pelo dono da empresa aérea à agência de notícias Agence France-Presse, agência de notícias da França (AFP), na quinta-feira (29). O pagamento de US$ 150 mil, cerca de R$ 800 mil, saiu de uma conta de uma empresa em um banco americano para um banco argentino.
No sábado (31), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rúbio, chegou o envolvimento dos estadunidenses. “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”
Sobre a autorização de Trump, o secretário de Estado afirmou que o presidente ameriano tomou a decisão “de permitir que Flávio Bolsonaro entrasse no país”.



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