
05.03 - Quem já entrou na "casa dos setenta" já deve ter ouvido falar, ou tido o privilégio de vê-lo em ação. Falo do baixinho Agenor Eugênio Rodrigues, ou apenas, Agenor, um mulato pernas curtas e bíceps de feixes rápidos. Se o lateral errasse o bote, era um Deus nos acuda. Em 1938 nasceu de parteira numa casa de taipa na praia do Quilombo em Penha, então distrito de Itajaí.
De família pobre, convivia com a desesperança impregnada na cor da pele. Já de penugem no rosto, se sobressaía no campo do "Tíra", como era chamado o campo do Tiradentes na Barra do Rio em Itajaí.
Aos 17 anos os cardeais do Marcílio o levaram pro "Marinheiro", porém, o campo da "Avenida 7" foi ficando pequeno pro tamanho do futebol do baixinho da camisa 11. Em 1955 o clã do Renaux lhe ofereceu um "bicho" mais atraente. O "Carrenô" formou um ataque demolidor: Teixeirinha, Idésio e Agenor (hoje seria um ataque de seleção brasileira).
Em 1959 a fama do infernal canhotinha chegou aos ouvidos de, Cícero Pompeu de Toledo, cartola plenipotenciário do São Paulo Futebol Clube.
No ano seguinte Agenor desembarcava na casa do "Time da Fé". A chegada se deu em meio à um verdadeiro canteiro de obras. Como se estivesse fugindo de seus marcadores, Agenor foi desviando de andaimes, cacharias e vergalhões. E ainda cumprimentava os serventes que tocavam as betoneiras à pleno vapor. Era o Morumbi que devagarinho ia saindo do papel. Um gigantismo que mais tarde lhe valeria o título de maior estádio particular do mundo.
Agenor permaneceu cinco anos no São Paulo. De 1960 à 1965. Foram 119 partidas e 31 gols com a camisa do tricolor paulista - sendo dois deles emblemáticos. Em 25 de janeiro de 1961, o São Paulo enfrentou o Boca Juniors dentro de La Bombonera pelo Torneio Internacional de Verão. Na caja de bombón os "Barra" da "La Doce", gritavam e pulavam "Dale, dale, dale, Booca!". De repente, uma falta pro São Paulo próxima a alça do balde do time argentino. Agenor tomou distância e de canhota meteu um pombo sem asa no ninho da coruja. O portero Ayala ficou pregado embaixo da trave. No segundo, após tabela com Dino Sani e Peixinho, Agenor soltou um canudo na diagonal de Ayala que nem saiu na foto. Um golaço que emudeceu a "La Doce"!!
Em 16 de fevereiro de 2018, aos 79 anos, Agenor virou uma saudosa lembrança na memória. Após insistentes tentativas de ressuscitação ele morreu na emergência do Marieta em Itajaí após dar entrada com parada cardíaca.
Texto: Jefferson Nascimento
Terceiro Tempo
Agenor Eugênio Rodrigues, o Agenor, marcante ponta-esquerda do São Paulo nos anos 60, morreu de infarto no dia 16 de fevereiro de 2018, aos 79 anos, em Itajaí-SC. Agenor vivia na cidade catarinense, onde era aposentado como funcionário da Telesc de Balneário de Camboriú.
Além de jogar no São Paulo atuou também na Prudentina, de Presidente Prudente (SP), Batatais FC, Tiradentes, Marcílio Dias, Carlos Renaux, Nacional de São Paulo, Jandaia e Caldense. Parou de jogar em 1968 devido a dores muito fortes no joelho.
Oportunidade Sine de Penha atualiza as oportunidades de empregos na cidade
Águas de Penha Águas de Penha promove diálogo com a construção civil para fortalecer o desenvolvimento do município
Documentário Baleias do Itapocoróy preserva a memória do litoral catarinense em nova montagem
No pódio Corredora penhense Vanessa Dai conquista pódio na Maratona da Serra da Graciosa no Paraná
ÉÉÉ... Campeão!!! Flexa Negra é campeão do Municipal de Futsal de Penha da categoria Sub-16
Corpo encontrado Encontrado corpo de pescador de Penha que caiu de traineira no litoral paulista
Futsal Penha 2026 Flexa Negra e Praia Alegre decidem o título da categoria Sub-16 do Municipal de Futsal de Penha 2026
Bilhete premiado Idosa perde R$ 9 mil em golpe e estelionatário é preso na BR-101 em Balneário Piçarras
Assalto Assaltante dá chute no rosto de uma adolescente para roubar iPhone 17 em Penha
Mín. 17° Máx. 19°

