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Policial Caso Gabriela

Itajaí - Assassino conheceu farmacêutica cinco dias antes de jogá-la pela janela

Homem fazia bico em carga e descarga mesmo estando foragido da justiça do Distrito Federal. Ele foi peso no estado de Tocantins e seguia para o Maranhão.

27/03/2023 às 19h43
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Gabriela Grecco morreu ao cair do sétimo andar de prédio no bairro Codeiros– Foto/Reprodução/Facebook
Gabriela Grecco morreu ao cair do sétimo andar de prédio no bairro Codeiros– Foto/Reprodução/Facebook

27.03 - A prisão de J.S.L., de 28 anos, ajudará a Polícia Civil a concluir o inquérito policial que investiga o assassinato da farmacêutica Gabriela Alves Grecco, de 34 anos, morta ao ser jogada do sétimo andar de um residencial no bairro Cordeiros, em Itajaí, no dia 14 de março. J., acusado do assassinato, foi preso sábado no estado de Tocantins e deve ser interrogado por videoconferência ainda nesta semana pelo delegado Eduardo Ferraz, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí.

Segundo o delegado Eduardo, a polícia já sabe que J. e Gabriela se conheceram poucos dias antes do assassinato. Vítima e assassino tinham amigos em comum dividindo quitinetes no bairro Cordeiros. J. morava com o primo no local e uma amiga de Gabriela era vizinha deles. Os dois se conheceram na sexta-feira, dia 11 de março, cinco dias antes do crime.

No sábado passaram o dia bebendo juntos e na terça-feira ele matou a farmacêutica. “A gente ainda não fez o interrogatório formalmente, mas ele falou para alguns parentes e amigos próximos que ele teria ido para a casa dela, permaneceu a noite toda ali usando drogas, em dado momento pela manhã, ela teria entrado em surto e começado a gritar com ele, a brigar. No meio deste surto, ela teria caído, espontaneamente, da sacada do sétimo andar”, narrou o delegado.

O delegado Eduardo Ferraz não acredita nesta versão e trabalha com a acusação de feminicídio. “A perícia no local já foi finalizada, mas o perito não conseguiu concluir a causa da queda. Vamos trabalhar com outros elementos para elucidar o caso. O interrogatório dele, dos vizinhos, que ouviram uma discussão. Em vários momentos, os vizinhos relataram que a ouviram pedindo para ele sair da casa e ele dizendo que não iria sair. A ocorrência desta discussão e o fato de ele ter se evadido do local indicam o feminicídio”, explica o delegado.

Logo após jogar Gabriela do sétimo andar, J. desceu do prédio usando as sacadas dos apartamentos e as caixas dos aparelhos de ar-condicionado para chegar até o solo. Ele fugiu do local e chegou a machucar o pé na fuga.

No dia do assassinato, segundo o delegado, J. ainda permaneceu na quitinete onde morava em Cordeiros. Já no dia seguinte, ele foi para o bairro São Pedro, em Navegantes, e ficou na cidade até quarta-feira da semana passada. “A gente acredita que ele saiu do estado quarta passada, como é natural do Maranhão, tem parentes lá, e estava foragido do Distrito Federal, ele estava voltando para o Maranhão”, explica o delegado. J. foi preso no sábado dentro de um ônibus de linha na BR 153, em Guaraí, no Tocantins.

Trabalhou em Itajaí fazendo bico

Nos cerca de 30 dias que morou na cidade, J. trabalhou fazendo bico com carga e descarga. O trabalho não era registrado e ele se apresentava com o seu nome verdadeiro. “Ele se apresentava com o seu nome mesmo, mas se fosse abordado ele usava um documento falso, que inclusive foi apreendido com ele no momento da prisão”, explicou.

Com o interrogatório de J., o delegado pretende finalizar o inquérito policial. Ainda não há confirmação se J. será mandado pro Distrito Federal ou se será julgado e ficará em Santa Catarina. Ele estava foragido desde fevereiro deste ano do presídio da Papuda, no Distrito Federal. Ele sumiu após ganhar o benefício de uma saída temporária de sete dias e não retornar mais. Ele cumpria pena por tráfico.

O delegado confirma que J. tinha várias passagens policiais, mas que a condenação dele atual era por tráfico de drogas. Sobre a afirmação do delegado Anderson Alves, da polícia do Tocantins, de que J. faria parte de uma facção criminosa, o delegado catarinense Eduardo Ferraz diz que desconhece essa informação. Caso o acusado esteja mesmo participando de uma organização criminosa, segundo o delegado Ferraz, isso não acontecia em território catarinense.

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