
29.03 - Eduardo Ferraz, delegado da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, deu detalhes de como a farmacêutica Gabriela Alves Grecco, de 34 anos, conheceu o homem altamente perigoso que teria empurrado ela da sacada do apartamento em que vivia no 7° andar.
De acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito foi identificado como J.S.L, de 28 anos, um homem altamente perigoso que estava foragido da Justiça do Distrito Federal, onde cumpria pena por tráfico de drogas e, ao ser beneficiado com uma saída de sete dias, não retornou ao sistema penitenciário.
J.S.L estava morando em Itajaí há menos de um mês e conheceu a vítima poucos dias antes do crime por meio de amigos em comum. Durante a ousada fuga – escalando a parte de fora do prédio – o suspeito teria lesionado o pé e, logo após, abandonado o imóvel onde estava morando.
Uma força-tarefa das equipes de segurança de Santa Catarina e do Tocantins, identificaram e prenderam no último sábado (25) o suspeito de empurrar do 7° andar a farmacêutica. Ele foi preso em um ônibus na cidade de Guaíra, interior do Tocantins.
De acordo com as investigações, a vítima e o suspeito passaram a noite do dia 13 de março juntos no apartamento da farmacêutica, até que, por volta das 6h, teria ocorrido uma discussão e a vítima teria sido arremessada da sacada no 7º andar de um condomínio, no bairro Cordeiros.
Após matar Gabriela, o indivíduo fugiu do 7° andar do prédio pulando de apartamento em apartamento, utilizando as caixas de ar condicionado até chegar ao chão onde desapareceu.
O homem ainda foi até a janela do apartamento e passou a gritar que não foi o responsável pelo acidente e que Gabriela se jogou “voluntariamente”. Em seguida, fugiu escalando a parte externa do prédio.
Testemunhas afirmaram que nunca haviam visto o homem no local e que ele chegou com Gabriela por volta das 00h de terça-feira. Ainda de acordo com testemunhas do suposto feminicídio em Itajaí, Gabriela foi empurrada da sacada do apartamento em que vivia.
A farmacêutica foi atendida por equipe do Corpo de Bombeiros Militar e conduzida para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde a equipe médica constatou a morte.
Tentativa de fuga para o Maranhão
No último sábado (25), os policiais tiveram a informação de que o suspeito estaria se escondendo na comunidade do bairro São Paulo em Navegantes. Após averiguação do local, os agentes identificaram que o suspeito havia deixado Santa Catarina há alguns dias em direção ao Maranhão, estado natal.
Por meio ações do setor de inteligência, o suspeito foi localizado em um ônibus interestadual no interior do Tocantis, e foi capturado no posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na cidade de Guaíra.
Ainda de acordo com informações da Polícia Civil do Tocantins, o homem foi preso em um ônibus que seguia por Guaraí e utilizou documentos de uma pessoa morta para comprar as passagens.
O monitoramento do suspeito foi feito pelas equipes da 7ª Central de Atendimento de Guaraí, da 5ª Deic (Divisão de Combate ao Crime Organizado), e pela PRF, com apoio da Polícia Militar.
De acordo com o delegado Anderson Alves, responsável pela operação, as equipes de segurança já haviam recebido informações de que o homem suspeito de feminicídio em Santa Catarina estaria em fuga e poderia estar passando pelo Tocantins.
“De posse das informações, passamos a monitorar a situação e pedimos apoio da Polícia Rodoviária Federal, para realizar a abordagem do ônibus, onde o suspeito poderia estar, sendo que por volta das 15h, o coletivo foi abordado e o homem, que estava em seu interior e foi preso”, disse a autoridade policial.
Versão do suspeito
De acordo com a versão apresentada pelo suspeito a pessoas próximas, ele e a vítima teriam passado a noite juntos usando entorpecentes, até que a farmacêutica teria entrado em surto e se jogado da sacada. O suspeito ainda não foi interrogado formalmente. O Inquérito Policial será concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Foragido da Papuda
Ainda de acordo com o delegado Andreson, o homem, que integra uma facção criminosa, cumpria pena no presídio da Papuda (DF) por tráfico de drogas, mas acabou fugindo para Itajaí, onde teria conhecido a farmacêutica Gabriela Alves Grecco.
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