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Itajaí - PF desbarata quadrilha que enviou 17 toneladas de drogas para o exterior

Dono da Ctil Logística de Itajaí foi um dos presos na megaoperação. A ordem de prisão foi cumprida contra ele em Itajaí.

30/03/2023 às 10h19
Por: Carneiro News Fonte: PF
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Cinco pessoas tiveram as ordens de prisões expedidas pela justiça em Itajaí e BC – Foto/Divulgação
Cinco pessoas tiveram as ordens de prisões expedidas pela justiça em Itajaí e BC – Foto/Divulgação

30.03 - A Polícia Federal e a Receita Federal, com apoio da Agência da União Europeia para Cooperação Policial, da Secretaria Nacional Antidrogas e da Fiscalía, do Paraguai, colocaram nas ruas uma operação para desbaratar o tráfico internacional de drogas da América do Sul para a Europa através dos portos de Itajaí e Rio Grande (RS).

A organização criminosa estava estruturada em duas grandes empresas de logística marítima com sede no Rio Grande e Itajaí. Uma delas, segundo fontes da PF, é a Ctil Logística. O dono foi preso com ordem judicial em sua casa em Itajaí na manhã desta quinta-feira. Outras quatro pessoas foram presas na região. O DIARINHO fez contato com um dos diretores da Ctil, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.

Na ação são cumpridas 16 ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Rondônia, e em Assunção, no Paraguai. Também são executados os sequestros de 87 bens imóveis, 173 veículos, uma aeronave, bloqueios de contas bancárias vinculadas a 147 CPFs e CNPJs, 66 bloqueios de movimentação imobiliária de 66 pessoas físicas e jurídicas e a proibição de expedição de Guia de Trânsito Animal por quatro investigados, totalizando a execução de 534 ordens judiciais.

Baixa de R$ 3,85 bilhões

Com a operação, a baixa na organização criminosa poderá chegar a R$ 3,85 bilhões, valor estimado das transações ilícitas identificadas durante o período da investigação.

A operação teve início em março de 2021, a partir de informações recebidas pela Polícia Federal de que 316 quilos de cocaína haviam sido apreendidos na cidade de Hamburgo, na Alemanha, em dezembro de 2020, a partir do Porto de Rio Grande.

A investigação indicou que a droga produzida na Bolívia era remetida para o Brasil por um fornecedor paraguaio e ingressava no país por Ponta Porã (MS). Depois a cocaína era transportada em caminhões até o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e armazenada nas próprias empresas da organização criminosa ou em depósitos próximos aos portos de Rio Grande e Itajaí. A droga era inserida em cargas com a intervenção e coordenação da direção das empresas de logística, sem o conhecimento dos donos das cargas.

Já no continente europeu, o grupo comprador do entorpecente furtava a parte da carga com a cocaína para distribuição em diversos países da Europa.

17 toneladas para o exterior

Em dois anos de investigação, foi comprovado que a organização criminosa movimentou 17 toneladas de drogas que tinham como destino a Europa, sendo que 12 toneladas foram apreendidas.

Na Operação Hinterland, a Polícia Federal fez acordos de Cooperação Policial Internacional com a Alemanha, Emirados Árabes e Paraguai, e acordos de Cooperação Jurídica Internacional com a França e a Alemanha, para execução das medidas no exterior.

 

 

 

 

 

 

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