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Policial Morte cruel

Jovem encontrado morto no Matadouro foi queimado preso a pneus

Tortura conhecida como “micro-ondas” foi a mesma que matou jornalista famoso no Rio de Janeiro. Logo após a crueldade, corpo foi enterrado em uma vala.

06/03/2024 às 18h33 Atualizada em 06/03/2024 às 18h37
Por: Carneiro News Fonte: Diarinho
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Foto/Divulgação/PMSC
Foto/Divulgação/PMSC

06.03 - A Polícia Civil de Itajaí investiga o cruel assassinato de um morador de rua, de 19 anos, que teve o corpo encontrado num matagal do bairro Matadouro, em Itajaí, na tarde de ontem.

Os assassinos usaram um método cruel conhecido no mundo do crime como “forno micro-ondas” - onde a vítima é queimada entre pneus. O homem foi torturado e depois queimado, mas o corpo não chegou a ser carbonizado.

A crueldade do crime deixou a comunidade do bairro Matadouro assustada. Desde segunda-feira, a Polícia Militar recebia informações sobre a execução e um vídeo enviado pelos criminosos à família da vítima. Logo após a morte, o corpo da vítima foi enterrado em uma vala do bairro.

 A polícia fazia buscas desde segunda-feira, mas o corpo estava num local de mata e de difícil acesso, bem nos fundos da Univali. “O crime foi violento, característico de uma organização criminosa”, explicou o comandante da PM, Ciro Adriano da Silva.

A vítima tinha 19 anos e vivia na rua por conta do vício em drogas. O corpo foi sepultado nesta quarta-feira no cemitério de Navegantes. Segundo a PM, o rapaz morto já tinha registros policiais.

O delegado Eduardo Ferraz é o responsável pela investigação. “Não tenho conhecimento de outro caso desse tipo aqui, tão violento”, comentou o delegado com a reportagem. O motivo do crime também está sendo investigado.

Jornalista Tim Lopes foi morto assim

A morte do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, chocou o Brasil no ano de 2022. Aos 52 anos, ele foi morto da mesma forma que João Henrique, mas no caso dele os bandidos conseguiram desfigurar completamente o corpo fazendo o “micro-ondas”.

Aos 52 anos, Tim desapareceu no dia 2 de junho, quando fazia uma reportagem sobre abuso de menores e tráfico de drogas em um baile funk da Vila Cruzeiro, na Penha, no Rio de Janeiro.

Somente no dia 5 de julho daquele ano, um exame de DNA confirmou que os restos mortais encontrados num cemitério clandestino eram do jornalista.

 

 

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